Festival de Cultura com grupos de Tete


15 de Julho, 2014

Fotografia: DR

Um total de 14 grupos culturais provenientes de todos os distritos da província de Tete foram seleccionados para participar no oitavo Festival Nacional de Cultura, em Moçambique, a decorrer em Agosto, na cidade de Inhambane.

A competição para o apuramento dos representantes da província de Tete teve lugar em Nsadzo, sede distrital de Chifunde, a nordeste da província de Tete.
O evento contou com cerca de 60 grupos que exibiram várias expressões culturais do património desta região do país.
A directora provincial de Plano e Finanças em Tete, Maria Fonseca, disse, no encerramento do evento, que a cultura continua a constituir um dos grandes elos de promoção e consolidação da unidade nacional, uma vez que através destes convívios se concentram pessoas provenientes de diversos pontos da província. Embora tenham hábitos e modos de vida diferentes e com expressões de diversas línguas maternas, convivem em perfeita harmonia. “Além de promover convívios culturais, estes festivais organizados pelo Governo são a principal arma para combater o tribalismo, regionalismo e, consequentemente, unir o povo moçambicano, do Rovuma a Maputo por uma causa, a unidade nacional”, disse Maria Fonseca.
A directora aproveitou a ocasião para mais uma vez sensibilizar os praticantes da dança que envolve batuques a garantirem uma promoção e equilíbrio entre os seres humanos e a natureza, através de restrições no abate de árvores e de certos animais, para evitar a degradação dos ecossistemas do meio ambiente.
No processo de preparação dos materiais de dança, há, por vezes, a necessidade de se recorrer ao abate de árvores para o fabrico de batuques e outros instrumentos utilizados durante as danças.
“Gostávamos, por isso, de pedir aos nossos mestres e aos dirigentes que, ao fabricarmos os nossos batuques e demais artefactos da dança, tenhamos o cuidado de fazer a reposição das árvores abatidas. Isto é, se abatermos uma árvore na floresta, temos de plantar uma nova, para substituir aquela que usamos”, disse. Maria Fonseca referiu que a floresta não é uma fonte inesgotável de árvores e se continua o abate deste produto da natureza sem o devido reflorestamento, a região corre o risco de ter de encontrar as árvores para o fabrico de batuques e outros instrumentos cada vez mais longe das casas e comunidades.

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