Festival do Cazenga traz gente do Brasil

Mário Cohen |
8 de Abril, 2016

Fotografia: Kindala Manuel

A festa do teatro do Cazenga começa em Julho com a participação especial de especialistas em artes cénicas da Itália, Brasil e Moçambique, convidados a dar acções de formação aos actores e encenadores angolanos.

Os especialistas vêm ao país, no âmbito do 11.º do Festival Internacional do Teatro do Cazenga (FESTECA), que começa dia 8 de Julho, no Centro de Animação Artística, para ministrar palestras sobre o estado actual do teatro.
Entre os temas a serem ministrados pelos especialistas destacam-se “Considerações sobre o Ensino das Artes no Mundo”, a ser apresentado pela professora de música e actriz italiana, Katie Fagotti, actualmente a residir na Alemanha, e “O crescimento e reforço do intercâmbio África - Brasil no Domínio do Teatro”, proferido pelo director da companhia RIzzo, Flávio Spicie.
“O intercâmbio teatral entre os jovens africanos - Angola e Moçambique” é o tema a ser proferido pelo director do grupo de teatro moçambicano Mankuheru, Ernesto Langa. O tema “O contributo do teatro para a aproximação dos povos de África” é outro destaque, que é apresentado pelo director do colectivo Mahamba e professor da universidade moçambicana Eduardo Mondlane, David José.

Os espectáculos

O director do FESTECA disse ao Jornal de Angola que, este ano, além dos espectáculos de grupos de Luanda participam outros das demais províncias do país. A realização de oficinas de arte constam do programa de actividades. O grupo estrangeiro convidado é a Companhia JGM, de Portugal, cuja vinda ainda está por confirmar.
Orlando Domingos informou ainda que este ano o festival reforça a sua aposta na promoção e divulgação do teatro entre os jovens, como uma forma de incentivar a consciência destes para a importância das artes cénicas na mudança de mentalidade e como chamada de atenção para a sociedade. “Uma das apostas nesta vertente da promoção passa pela formação, área que daremos maior atenção com cursos e oficinas especializadas. Outro exemplo é que a maioria dos especialistas convidados tem uma vasta experiência neste campo, porque dão aulas em diversas escolas e universidades.”
O festival internacional conta este ano com a participação dos grupos moçambicanos Mankuheru e Mahamba, a companhia italiana The Homeless, a brasileira Rizzo e a alemã Figurenthe Ater.
Entre os grupos da capital os destaques são o Etu Lene, Julu, Elinga Teatro, Twana Teatro, Tic Tac, Kussa Mavu, Nguindu Zetu, Nova Cena, Muenhu, Arco-Íris, Flores a Brincar, Njila e Elinga Projecto Resgarte. Além destes participam os grupos Omuenhu, do Namibe, Ombaka, de Benguela, e Nova Lua, do Cuanza Sul. O TIC TAC, de Luanda, faz a abertura do festival, enquanto o Julu encerra a festa. As actividades especiais estão sobre a responsabilidade do Horizonte Njinga Mbande e do Elinga. O director do festival anunciou que está agendado encontros de concertação com o Goeth Institut da Alemanha e a directora da companhia Figurenthe Ater, Anne Klatt, assim como directores de grupos de teatro angolanos.

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