Festival tem parceiro privado


19 de Março, 2015

Fotografia: Reuters

A empresa “Womex”, do ramo musical, foi escolhida como parceira internacional do Ministério da Cultura de Cabo Verde para o estabelecimento de uma parceria público-privada na gestão do “Atlantic Music Expo Cabo Verde”.

De acordo com o ministro cabo-verdiano da Cultura, Mário Lúcio Sousa, em 2016 o seu ministério retira-se da organização do AtlanticMusic Expo Cabo Verde (AME-CV). Por isso escolheu a “Womex”, que aceitou fazer a gestão com o mesmo formato dos anos anteriores.
“Grande parte do trabalho do AtlanticMusic Expo Cabo Verdevai ser feita dentro do ministério, mas aWomexdá assessoriaao colectivo dos privados que têm trabalhado  neste festival desde 2012”, disse o governante à imprensa local.  
Este ano decorre a terceira e última edição sob gestão do Ministério da Cultura, entre 6 e 9 de Abril, com a participação de artistas da África do Sul, Congo, Camarões, Senegal, Mali, Gana, Guiné-Bissau e Moçambique.
Sobre a não realização do “showcase” no Palácio da Cultura, como anteriormente, o ministro referiu que o espaço é muito pequeno. “Esta edição é em espaço aberto e haverá um palco urbano na Pracinha da Escola Grande e outro palco dos Nightcase na Rua Pedonal, como nos anos anteriores”. 
O ministro informou que o AtlanticMusic Expo Cabo Verdeafirma-se como um mercado mundial que conta com a maior participação de profissionais e artistas africanos.
 “Existe uma programação, mas é típico dos mercados da música haver desistências até à última da hora, por causa de doenças, voos cancelados, e é difícil citar nomes”. O ministro da Cultura referiu que o AME-CV tem capacidade para se tornar num dos primeiros mercados da “WorldMusic”, devido à situação geográfica de Cabo Verde, o nome que granjeou no continente africano e o prestígio e afecto.
Mário Lúcio Sousa sublinhou que os artistas cabo-verdianos estão ao nível de qualquer músico do mundo, “mas é sempre preciso formação, temos que formar os nossos músicos nas escolas para que sejam mais universais e que tenham capacidade de leitura e conheçam outros músicos”.  O ministro assegurou que é também necessário formar produtores em negócios, na legislação, nos contactos, no marketing e nos direitos. O AME-CV é uma plataforma de encontro entre profissionais  da música, empresários, produtores, jornalistas, directores de salas e de festivais, agentes, editores, distribuidores, sociedades de autores, consultores, advogados, contabilistas, videastas, fotógrafos, fabricantes de instrumentos, equipamentos e acessórios de todo o mundo que se encontram para exporem produtos e reflectirem sobre a sua área de actividade.
O AME-CV realiza-se em três ambientes: Mercado(stands e exposição, Cd DVD, “flyers”, divulgação e amostras, “showroom” de instrumentos e equipamentos de música),  Conferências (oficinas, formação, palestras, debates, “showcases”, concertos de duração máxima de 40 minutos para o público profissional) e Rondas de Negócios (encontros directos entre interessados).

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