Filme angolano é sucesso de bilheteira

Roque Silva
7 de Outubro, 2015

Fotografia: AFP

O filme “Por Aqui Tudo Bem”, da realizadora Maria Esperança “Pocas” Pascoal, continua até domingo em cartaz, em Lisboa, fruto do sucesso da bilheteira.

A longa-metragem entrou na programação da referida sala e no Cinema Nos Cascais Shopping a 23 de Setembro, o que marcou a sua estreia oficial em Portugal.
O filme tinha transmissão garantida até o dia 1 deste mês, pelo que, segundo afirma a cineasta, a adesão dos amantes da sétima arte obrigou a direcção do City Alvalade a prolongar por mais uma semana.
A primeira longa-metragem de Pocas Pascoal estreou sexta-feira, no Cine Place, no Belas Shopping, em Talatona.
“Por aqui tudo bem” conta a história de duas irmãs angolanas que fogem para Lisboa, na década de 1980, devido à guerra  e depois  refugiam-se em França.
 As protagonistas Ciomara Reis e Cheila Lima representam os papéis de Alda e Maria.
Produzido por Luís Correia e com direcção de fotografia de Octávio Espírito Santo, o filme já foi exibido em várias salas de cinema nos cinco continentes, tendo sido distinguido em vários festivais, com destaque para a melhor longa-metragem portuguesa de ficção no Los Angeles Film Festival, edição de 2012, tendo sido escolhido entre 200 curtas e longas-metragens de mais de 30 países. Recebeu ainda o Prémio da União Europeia no Festival Pan-africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (Fespaco), em 2013, tendo sido seleccionado para a secção Open Doors do Festival Internacional de Cinema de Locarno em 2014.
A sua versão inglesa, “All is Well”, foi elogiada pelo júri do Festival de Cinema Independente da Costa Oeste dos Estados Unidos.
Foi eleita a melhor longa-metragem portuguesa de ficção, na XI edição do IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema Independente, realizado este ano, assim como melhor longa-metragem de ficção do VI Festival Internacional de Cinema de Luanda, realizado em 2011.
Pocas Pascoal nasceu em Luanda em 1963 e mudou-se para Portugal, aos 16 anos,  tendo regressado à terra natal dois anos depois.
Mais tarde, instalou-se em Paris, estudou no Conservatório Nacional do Cinema Francês e, em 2002, integrou-se numa residência de artistas na Cité Internationale des Arts, tendo participado em várias exposições de arte contemporânea.
A realizadora fez a primeira curta-metragem de ficção “Pour nous”, em 1998, seguindo-se os documentários “Mémoires d`enfance’ (2000), “Il y a toujours quelqu`un qui t`aime” (2003) e a curta-metragem de ficção “Demain sera différent” (2008). A cineasta, residente entre Paris e Lisboa, está a preparar a próxima longa-metragem que conta a história de amor entre um soldado sul-africano e uma angolana.

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