Cultura

Filme censurado na Argélia

O filme “Mulher-Maravilha”, que tem como protagonista a actriz israelita Gal Gadot, foi retirado da programação de um festival de Argel, após uma onda de críticas nas redes sociais e de pedidos para a sua proibição.

Os organizadores afirmaram à AFP que a retirada foi motivada por problemas nos direitos de exploração e não pela campanha contra a sua exibição, provocada pela participação de Gal Gadot no filme.
No Facebook, Gal Gadot defendeu em 2014 a ofensiva israelitas contra a Faixa de Gaza.
O filme devia ser exibido amanhã em Argel, mas no domingo não aparecia no programa “modificado” da segunda edição do Noites de Cinema, organizado por ocasião do Ramadão pela empresa privada de distribuição MD Ciné e o centro público Artes e Cultura de Argel.
“O filme vai ser reprogramado quando os requisitos administrativos ligados aos direitos de exploração estiverem solucionados”, afirmou à AFP Amine Idjer, director de comunicação da MD Ciné. Uma campanha on-line pede a proibição do filme na Argélia e o texto afirma que a “actriz principal elogia o ataque com fósforo branco contra Gaza”.
A petição considera ainda “inaceitável” que a data prevista para a exibição coincida com “50º aniversário (do começo) da ocupação da Faixa de Gaza durante a Guerra dos Seis Dias”, que aconteceu entre 5 e 10 de Junho de 1967. O Líbano proibiu na semana passada a exibição do filme pela presença da actriz israelita na produção.
“Mulher-Maravilha” vai ser exibido noutros países árabes como a Tunísia, Emirados Árabes Unidos e Egipto.

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