Cultura

Filme de Baptista João apresentado em Madrid

O documentário “Kizomba sem fronteiras” do  realizador Baptista João foi apresentado  em Madrid, no âmbito do Festival Sensual Dance que, nos últimos dez anos  tem estado a promover   as músicas e as danças kizomba, kuduro e afrohouse.


Numa cerimónia bastante concorrida, com cerca de cem pessoas, entre diplomatas angolanos, membros da comunidade angolana  e alunos provenientes de outros países europeus, que participaram nas aulas de dança kizomba, os amantes deste género musical desfrutaram do documentário “Kizomba sem fronteiras”.
Com duração de 58 minutos, “Kizomba sem fronteiras” é um documentário   na linha de outros  do mesmo género como o “Ritmo dos Ngola Ritmos” de António Ole, “Canta Angola” de Ariel de Bigault e “A minha banda e eu” de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade.
Associado à história da diáspora angolana recente, “Kizomba sem fronteiras” é um documentário que conta  a maneira como  além de ser um elemento de  desfrute cultural, um grupo de angolanos, guineenses, cabo-verdianos, espanhóis, ucranianos e portugueses têm vindo a  transformar a kizomba, por meio da organização de eventos como espectáculos, aulas e, em alguns casos, palestras, num meio de vida e de provento para si e para os seus familiares.
Utilizando imagens de arquivo e novas imagens,  recolhendo o testemunho de 80 pessoas, passando por festivais de kizomba em vários países europeus (Holanda, França e Suiça), numa pesquisa que durou quase três anos, “Kizomba sem fronteiras”  submerge na história da origem deste género musical em Angola, escava o território de partilha em que o Carnaval, o semba, as festas de quintal e as danças de salão se encontram, retratando o que de mais belo, harmonioso e fraternal tem a música e a dança kizomba para mostrar o seu impacto internacional.
Sem fugir à polémica entre tradição e modernidade na kizomba, reivindicando a absoluta paternidade angolana desta dança e ritmo, sem deixar de assumir a influência do zouk ou a sua metamorfose criativo em Urban Kiz, o documentário “Kizomba sem fronteiras”  começa com o testemunho de Mestre  Petchú, passa pelas diferentes histórias da sua implantação e difusão  em Sevilha, Lisboa, Madrid, Amesterdão e Genebra, verificando inclusive como é que este género musical está a ser difundido pela Internet.

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