Academia de Hollywood pede debates


21 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

A presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood juntou-se ao debate sobre a diversidade, ou a falta dela, nas escolhas para os Óscares deste ano.

Cheryl Boone Isaacs, a primeira afro-americana presidente da Academia, disse que a instituição tem “conseguido avanços” no caminho para uma maior diversidade e que está empenhada em garanti-la.
Mas, salientou, não pode ser apenas um esforço da Academia e tem de ser acompanhado pela indústria cinematográfica norte-americana.
A polémica, que não é nova, instalou-se novamente logo após o anúncio dos filmes e dos actores nomeados. Os 20 concorrentes nas principais categorias de representação são brancos e nas de realização e argumento não há mulheres nomeadas.
As reacções não se fizeram esperar nas páginas sociais, como o Twitter ou Facebook. Um dos aspectos mais salientados foi a ausência na lista dos seleccionados da realizadora negra Ava DuVernay e do actor negro David Oyelowo, apesar do seu filme, “Selma”, uma biografia de Martin Luther King, estar nomeado para melhor filme e ser considerado a “melhor produção do ano” pelo site de críticas Rotten Tomatoes. “Selma’ é um filme excelente que sem dúvida se representou e realizou sozinho magnificamente”, disse o actor Joshua Malina.
Os candidatos aos Óscares são escolhidos pela Academia. “Nos últimos dois anos, com a admissão de mais membros, registámos progressos maiores do que nunca para sermos uma organização mais inclusiva”, destacou Cheryl Boone Isaacs. A Academia é composta por 6.028 membros e, refere um artigo publicado em Dezembro de 2013 no jornal “Los Angeles Times”, a grande maioria (93 por cento) são brancos. Apesar dos recentes esforços para a tornar mais diversificada, os convites para a entrada de mais membros ainda não foram suficientes para a instituição se tornar “um pouco menos branca”. O jornal salientou que de 2012 para 2013 a percentagem de brancos diminuíra em apenas 1 por cento. A mesma análise mostra que 76 por cento destes membros são homens e em 2013 tinham uma média de idades de 63 anos.

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