Apelo de Ramalhoso a cineastas nacionais

Francisco Pedro|
19 de Outubro, 2014

Fotografia: Eduardo Pedro

O director do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC-Luanda), Pedro Ramalhoso, pediu, na sexta-feira, aos realizadores e produtores angolanos para se dedicarem mais aos documentários e permitir, desse modo, o aumento de filmes nacionais nessa categoria.

Apesar da produção de documentários ser menos onerosa, tanto do ponto de vista financeiro como técnico, o director do festival reconheceu que, anualmente, as inscrições de documentários no FIC-Luanda ainda não satisfazem a organização.
“Estamos de acordo que fazer documentários é mais barato e simples, daí o nosso interesse em motivar os realizadores e produtores a dedicarem-se às curtas-metragens”, disse ao Jornal de Angola.
Para dar visibilidade aos documentaristas, Pedro Ramalhoso informou que o Instituto Angolano de Cinema e Audiovisual (IACA), que também dirige, pretende incentivar a produção de documentários, por ser mais fácil em termos de produção e menos dispendioso em termos financeiros.
A partir de amanhã começa em Luanda um seminário sobre Realização de Documentário, inserido na programação da sétima edição do FIC-Luanda, que decorre de 14 a 20 de Novembro.
O seminário vai ser orientado pela pesquisadora e realizadora francesa Ariel de Bigualt, e consta de um programa anual de formação regular, inserido nas actividades do FIC-Luanda.
“Foi identificada esta temática - o documentário - por ser actual e sentirmos que é um dos géneros que pretendemos desenvolver para um retracto fiel da realidade angolana.”
Pedro Ramalhoso disse que a formação é para profissionais e pessoas interessadas, pois a intenção é conciliar ambos os casos, embora a prioridade seja para os que se apresentem com melhor domínio de assimilação das técnicas e das matérias audiovisuais.
O objectivo, reforçou Pedro Ramalhoso, é manter o eixo e o carácter de formação que se introduziu, desde há algumas edições, no FIC-Luanda.
“Pensamos, e assim agimos, que o FIC-Luanda não deve ser somente a exibição de filmes e o intercâmbio entre os profissionais nacionais e estrangeiros. Devemos também aproveitar o evento para trazer conhecimento e experiência no domínio do cinema e audiovisual.”
O projecto “As Novas Rotas do Cinema Angolano”, disse ainda, consiste na recolha videográfica de toda a arquitectura e paisagem do património nacional e das cidades do país, para a produção de documentários sobre o ambiente cultural de Angola.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA