Batman está cada vez mais na moda


8 de Julho, 2014

Fotografia: DR

O super-herói norte-americano Batman faz 75 anos quando está mais na moda que nunca, graças à capacidade de se adaptar a mudanças e ao futuro promissor reservado por novas histórias, filmes, jogos electrónicos e o incansável apoio dos admiradores.

O homem morcego nasceu em Maio de 1939 das mãos do desenhador Bob Kane e do argumentista Bill Finger, quando a editora DC Comics encomendou a criação de um novo super-herói para aproveitar a popularidade do Superman, lançado um ano antes.
Kane e Finger conceberam uma personagem diferente, com um lado obscuro. Se o Super-Homem usava um fato de cores apelativas, mostrava o rosto, tinha poderes e se deslocava durante o dia, o Batman vestia-se de escuro, cobria o rosto, não tinha super-poderes e actuava à noite.
O sucesso foi tamanho que, um ano mais tarde, a personagem conquistou a sua própria tira, passada em Gotham City, o que deu início ao fenómeno que tornou Batman um dos ícones da cultura pop.
O actor Danny DeVito, que interpretou o vilão Pinguim no filme “Batman - O Regresso", realizado por Tim Burton em 1992, acredita que o triunfo do homem morcego hoje em dia está relacionado com a falta de liderança das classes política e empresarial.
“O mundo não tem heróis", disse o actor norte-americano à AFP. “Olhamos à nossa volta, para os nossos dirigentes, e realmente não há ninguém em quem ter esperança".
Para o actor, Batman continua a representar, 75 anos depois, a fantasia de que as pessoas necessitam para continuar com um pouco de esperança e fé no ser humano.

Dos quadrinhos ao cinema

Batman venceu a passagem do tempo graças à sua capacidade de se regenerar, não ficar preso nas mesmas tramas e ao surgimento constante de personagens como Robin, Mulher Gato, Coringa. Os argumentistas, alguns de muito destaque como Frank Miller, Alan Moore e Scott Snyder, deram muito dinamismo ao herói, que passou por todo o tipo de etapas, das mais obscuras à ficção científica, passando pelo surrealismo e o humor.
Bruce Wayne também conseguiu ultrapassar momentos de pouca popularidade ao aproveitar o universo paralelo criado à sua volta, como aconteceu na década de 60, quando a psicadélica série de televisão “Batman" - protagonizada por Adam West e Burt Ward, que interpretavam as personagens de uma forma distante do seu universo original - estimulou a venda da banda desenhada.
As sete adaptações cinematográficas consolidaram a paixão dos admiradores, sobretudo a trilogia dirigida por Christopher Nolan, com Christian Bale no papel de homem morcego.
No meio de uma febre de super-heróis no cinema actual, com filmes sobre Capitão América, Homem Aranha ou Homem de Ferro, Batman triunfa pela sua condição de “homem normal", embora profundamente perturbado.
Em 2016 vai chegar aos cinemas um novo filme, no qual Batman contracena pela primeira vez com o Super-Homem e Ben Affleck vai ter a difícil missão de interpretar o herói de Gotham City, uma escolha que desagradou a muitos seguidores.

Longa vida ao herói


A marca Batman arrecadou 3,89 mil milhões de dólares em todo o mundo, de acordo com números da indústria do entretenimento, e criou um universo de produtos venerados.
“A paixão dos admiradores é gigantesca, é um modo de vida. As pessoas fazem tatuagens do Batman no corpo todo", afirmou recentemente Jim Lee, desenhador e co-editor da DC Entertainment, que transpõe para o cinema as histórias do super-herói. Além das camisolas, gorros, posters e blogs, Batman encontrou nos videojogos outro grande aliado para oferecer emoções aos “batmaníacos" e manter a sua popularidade.
No evento especializado E3, realizado há poucas semanas em Los Angeles, a produtora Rocksteady fez a alegria dos fãs ao revelar que o próximo jogo, “Batman: Arkham Knight", vai ter um Batmóvel ultraleve, capaz de se transformar num tanque blindado.
“Este super-herói cativou, de facto, a imaginação de toda a gente", disse Lee, que já escreveu o argumento da personagem na banda desenhada.
As comemorações dos 75 anos do herói vão ter o ponto máximo no próximo dia 23, considerado o “Dia do Batman", com a publicação de uma edição do primeiro número em que apareceu.
Os seguidores que passem por Los Angeles vão poder ver todos os Batmóveis, capas, máscaras e demais artefactos usados nos filmes, numa exposição organizada pela Warner Bros.

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