Batman recordado pelos admiradores


26 de Julho, 2014

Fotografia: Personagem da banda desenhada já foi adaptada inúmeras vezes ao cinema e é um dos maiores sucessos de bilheteira da editora DC

O mais filmado de todos os super-heróis, que é “best-seller” nas lojas de banda desenhada e também o justiceiro mais analisado por psiquiatras e psicólogos, completou quarta-feira 75 anos de existência, com todas as atenções dos fãs viradas para as suas novas produções.

Do pós-guerra aos anos 1960, passando pela acidez dos anos 1980, que parecem envolver para sempre a cidade fictícia de Gotham, o apelo de Batman é o do super-herói que não é, do ser humano moral e imoralmente superlativo.
“Hoje é dia de festa, cantam as nossas torturadas almas para o menino Batman. Há 75 anos, no Dia Batman, nascia uma criança milionária, que sofria um trauma universal e se transformou num vigilante à margem da lei, superando-se e agarrando gerações pelo caminho”, informou a editora DC em comunicado.
Muitas encarnações, séries e linhas narrativas depois, Batman é celebrado, um pouco por todo o mundo, com várias bibliotecas, livrarias e lojas de banda desenhada, a fazer a festa com uma reedição especial (e gratuita) do número 27 da Detective Comics de 1939 - o livro em que aparece pela primeira vez o “homem-morcego”.
Num ano em que há uma exposição sobre Batman, nos estúdios Warner, em Los Angeles, tem lugar também o regresso de uma série de TV de 1960 sobre o herói e o lançamento de um novo videojogo. “O alter ego nocturno do milionário Bruce Wayne é um dos mais procurados e o ‘best-seller’ das lojas”, informou o estúdio.
Nas últimas semanas, informaram os críticos, duas figuras centrais do universo Marvel, que é o outro gigante da edição de banda desenhada mundial, mudaram, nomeadamente, Thor, agora uma mulher, e o Capitão América, que vai ser negro. Os fãs do “homem-morcego” esperam também por mudanças no herói.
Batman nasceu em 1939 pelas mãos do ilustrador Bob Kane e do argumentista Bill Finger como uma encomenda da DC para que se juntasse mais um super-herói ao rol encabeçado naquela casa pelo muito bem-sucedido Super-Homem. No ano seguinte saía a primeira revista Batman, já com outras duas personagens que ajudaram a definir, como imagens no espelho, o cavaleiro das trevas – Coringa e Catwoman.
A primeira era de Batman foi escura, tortuosa. Nos anos 1950 e 60 tornou-se sorridente, quase paternal. Depois veio a loucura do vigilante em busca de vingança e as tensões dos anos 1970 plasmadas em banda desenhada. Todas essas mudanças param em 1986.
O cavaleiro das trevas retornou, com Frank Miller a reescrever e a redesenhar com Klaus Janson a história de Batman numa mini-série em que o herói estava mais velho (55 anos), Gotham cheia de crime e o Estado e Super-Homem em modo de perseguição ao homem-morcego saído da reforma.
A Guerra Fria e o fosso da luta de classes era, tal como para outra importante série que despontava nesse ano na DC -  a novela gráfica “Os Guardiões”, de Alan Moore e Dave Gibbons - o pano de fundo perfeito dentro e fora da banda desenhada para uma visão densa da sociedade do novo Batman, de Frank Miller. Para os especialistas, muitas outras histórias e momentos ajudaram a definir o morcego, mas “o que Frank Miller fez é agora inseparável do ADN da personagem, que se tornou assim o contraponto do Super-Homem”.

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