Cineasta Manoel de Oliveira reflecte sobre a humanidade


27 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O realizador Manoel de Oliveira descreveu ontem numa entrevista à “Variety”, o seu mais recente filme, “O Velho do Restelo”, como “uma reflexão sobre a Humanidade”.

Manoel de Oliveira, prestes a completar 106 anos, deu uma entrevista, sobre a exibição da curta-metragem no Festival de Cinema Mar del Plata, que decorre na Argentina até ao dia 30.
“Enigmática, com uma inquietante banda sonora, esta curta-metragem tem a sua força no poder dos diálogos”, escreve o jornalista Martin Dale.
Com respostas curtas e secas, Manoel de Oliveira afirma que “com certeza” quer fazer mais filmes, apesar dos 105 anos e “O Velho do Restelo” ter sido feito numa altura em que as suas condições de saúde tinham piorado.
“O Velho do Restelo”, que estreia no dia 11 de Dezembro, data do seu 106º aniversário, reúne num banco de jardim personagens e escritores históricos, como Dom Quixote, Luís de Camões, Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco.
O filme é baseado em partes do livro “O Penitente”, de Teixeira de Pascoaes, e o argumento é de Manoel de Oliveira.
Sobre se a curta-metragem era uma reflexão sobre Portugal e a sua História, Manoel de Oliveira disse a revista “Variety” que “é muito mais do que isso, é uma reflexão sobre a Humanidade”.
No filme, rodado em Abril no Porto, num jardim próximo de casa, as quatro personagens são interpretadas por Luís Miguel Cintra (Camões), Ricardo Trepa (Dom Quixote), Diogo Dória (Teixeira de Pascoaes) e Mário Barroso (Camilo Castelo Branco).
A inclusão de cenas de outros filmes de Manoel de Oliveira, em “O Velho do Restelo” não têm o objectivo de revisitar a sua filmografia. “Algumas delas foram usadas por causa das ligações a ‘O Penitente”, declarou o realizador a revista norte-americana.

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