Cineasta Pedro Almodóvar aposta agora em ''Silêncio''


7 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

O cineasta Pedro Almodóvar volta a apostar nos filmes com grandes protagonistas femininas na sua nova longa-metragem, “Silêncio”, que já tem o argumento terminado e as filmagens arrancam em Abril, informou, a “Financial Times”.

Sem querer dizer muito sobre o seu novo projecto, Pedro Almodóvar garantiu que o sucessor de “Os Amantes Passageiros”, a comédia de 2013, é um “drama contundente, sobre o que me entusiasma”, disse o realizador ao “Financial Times” numa entrevista em Londres.
Pedro Almodóvar está na capital britânica para antestreia no Playhouse Theatre do musical adaptado do seu filme de 1988, “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, longa que lhe trouxe a atenção mediática internacional. O espectáculo vai estar no Playhouse Theatre de 12 de Janeiro a 9 de Maio.
“Silêncio” é o regresso ao cinema de mulheres e das grandes protagonistas femininas, disse o realizador de filmes como “Volver”, “Má Educação” e “Fala com Ela”, revelando já ter o argumento terminado. Está agora na fase do casting. “O complicado é o texto não funcionar bem com os actores que são meus amigos”, explicou Almodóvar, sem apontar um nome. Sobre o título escolhido, o cineasta disse apenas: “É o elemento principal que provoca as piores coisas que acontecem à protagonista”. Quanto à possível data de estreia, ainda não há nenhuma informação. Na mesma entrevista, o realizador revelou ainda, a propósito de praticamente só fazer filmes em espanhol, ter sido convidado para realizar “com total liberdade artística” “O Segredo de Brokeback Mountain”, um filme inglês.
“Não aconteceu porque tinha imensas dúvidas. Pensando nisso, não sei se cometi um erro ou não ao não aceitar o convite”, acrescentou ainda, garantindo ter gostado muito da versão que chegou aos cinemas pelas mãos de Ang Lee. Porém adiantou que “se o tivesse feito, teria sido diferente, ou talvez nunca acontecesse. Não me deixariam fazer da maneira que queria.”
Pedro Almodóvar disse ainda não gostar de dobragens, tão usadas em Espanha, e criticou ainda as políticas culturais e sociais do Governo espanhol. “Estes últimos três anos têm sido horríveis, nunca pensei estar a viver a situação social que estamos a viver agora”, disse o realizador que acredita numa mudança este ano com as eleições. “Três anos são suficientes para as pessoas perceberem que o Governo não ouve o que eles querem.”

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