Crise imigratória da Europa é foco do Festival de Veneza


13 de Setembro, 2015

Fotografia: reuters

A actual crise imigratória na Europa, assim como as suas consequências sociais e culturais, são um dos principais destaques desta edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, por estar a afectar a vida de milhões de refugiados desesperados.

A organização do festival disse, no seu site, que actualmente poucas pessoas não estão a sentir-se afectadas pelo sofrimento dos refugiados, que tentam chegar à Europa, por isso os actores e realizadores convidados ao festival decidiram compartilhar a sua aflição com a crise, clamando por tolerância e compaixão.
O cineasta mexicano Alfonso Cuarón, cujo filme “Gravidade” abriu a edição de 2013 e conquistou o Óscar de melhor realizador no ano seguinte, exortou a Europa a acolher as pessoas que chegam aos seus países. “Sou um mexicano que mora na Europa e sempre me senti bem-vindo”, disse Cuarón, presidente do júri, na cerimónia de abertura. “Gostaria que, hoje e no futuro, as boas-vindas fossem estendidas a todos imigrantes.”
A actriz britânica Tilda Swinton, que também estava na cidade italiana para a exibição de “A Bigger Splash”, falou da apresentação de um filme sobre a imigração. “Todos devemos perder o hábito de chamar alguém de imigrantes”, disse.
O realizador britânico Tom Hooper, cujo filme “A Garota Dinamarquesa” é estreado por Eddie Redmayne, afirmou que imigrantes e refugiados são vítimas de preconceito. “Acho que este filme trata de inclusão, mas daquela tornada possível pelo amor”, opinou. “Vivemos num mundo profundamente dividido. Quer dizer, o que acontece na Europa no momento, esta extraordinária crise de refugiados, é um apelo aos corações”, rematou.

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