Drama de prisioneiro chega ao cinema


23 de Junho, 2014

Fotografia: DR

A história do sargento norte-americano Bowe Bergdahl, prisioneiro dos talibãs e libertado em Maio, volta ao cinema, como a mais nova realização de Kathryn Bigelow, ou de Todd Field, autor de “Pecados Íntimos”.

O caso do sargento, que já teve várias comparações com a ficção recente e foi explorado na televisão na série “Segurança Nacional”, transmitida pelo canal FOX P, volta agora em dois novos projectos, cada um deles com perspectivas diferentes, informou o “Deadline”.
Kathryn Bigelow vai trabalhar com o parceiro do costume, Mark Boal, para transportar para o cinema a história de Bergdahl, que esteve refém dos talibãs, no Afeganistão, durante cinco anos e que no final de Maio foi libertado em troca de cinco chefes daquela organização detidos em Guantánamo.
Durante o sequestro, Bergdahl foi torturado, como noticiou o “New York Times”, mas ainda se sabe pouco sobre o estado de saúde física e psicológica do militar, que esteve a recuperar no centro militar norte-americano Landstuhl, Alemanha, e regressou aos Estados Unidos há dias, mas ainda não está pronto a regressar ao contacto com a família, porque mesmo o domínio da fala na língua inglesa ficou afectado.
A história de Bowe Bergdahl, 28 anos, não é apenas a da sua libertação e cativeiro, mas dos momentos antes da ser capturado.
 O sargento foi detido pelos talibãs quando abandonou o posto no Afeganistão e colegas da sua unidade disseram que Bergdahl criticara a actuação do Exército norte-americano e que pretendia desertar. Outras fontes recordam que o jovem militar estudou em casa, tinha fortes convicções religiosas, passara uma temporada num mosteiro budista e tentara alistar-se na Legião Estrangeira. Agora, dois realizadores preparam-se para abordar a sua história, apesar de Kathryn Bigelow, autora de “Estado de Guerra”, sobre o conflito armado no Iraque, e de “00h30: Hora Negra”, sobre a operação para apanhar Osama bin Laden,  ser a que mais probabilidades tem de conseguir os direitos para adaptar a história da libertação do sargento Bergdahl.
A revista “Hollywood Reporter” noticiou que a Annapurna Pictures, a mesma de “00h30: Hora Negra”, também está envolvida no projecto. Os dois filmes da realizadora ganharam sete Óscares.
Os prémios de Bigelow fazem com que Todd Field enfrente dificuldades acrescidas para o seu projecto ser aceite por um estúdio.
O projecto de Todd Field baseia-se na reportagem “America’s Last Prisoner of War” sobre o sargento Bowe Bergdahl, escrita para a “Rolling Stone” pelo falecido jornalista Michael Hastings.
A revista “Time” apresenta outras dificuldades para a adaptação da história, como a falta de autorização do próprio sargento ou da família.  A Fox Searchlight, associada ao projecto de Todd Field, já garantiu os direitos de “America’s Last Prisoner of War”.

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