Festival de Sundance distingue a amizade


4 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Divulgação

''Me and Earl and the Dying Girl'', de Alfonso Gomez-Rejon, vencedor do mais importante prémio do Festival de Sundance, também foi a escolha do público.

O filme segue assim o mesmo caminho que “Whiplash - Nos Limites” e “Fruitvale Station - A” Última Paragem”, que nos últimos dois anos foram duplamente reconhecidos em Sundance.
O primeiro filme “Whiplash” está agora nomeado para o Óscar de melhor filme e o último, “Fruitvale Station”, obteve o prémio de melhor realizador na secção Un Certain, em Cannes.
O filme vencedor, sobre dois amigos de liceu e a relação com uma colega que sofre de leucemia, foi muito bem recebido na apresentação no Festival de Park City, no Utah. Além da ovação em pé de vários minutos, como descreve o “New York Times”, foi muito disputado pelos distribuidores. A segunda longa-metragem de um realizador que trabalhou em televisão e que foi assistente em “Argo”e “Babel”, acabou por ser contratado pela Fox Searchlight.
“É uma história sobre como processar a perda e celebrar uma vida e um homem belo”, disse o realizador ao receber o Grande Prémio do Júri na categoria de filme dramático norte-americano, que dedicou ao pai.
“Me and Earl and the Dying Girl” utiliza vários recursos, como a animação, para contar a história, que oscila entre a comédia e o drama e, acentuou o “Los Angeles Times”, está recheado de referências da cultura popular.
O prémio do júri na categoria de melhor realizador foi para Robert Eggers por “The Witch”, outro dos favoritos este ano do Sundance, por ser o primeiro filme de terror, que tem como pano de fundo a New England do século XVII, povoado por espíritos. Nos filmes estrangeiros, os prémios foram para “Slow West”, de John Maclean e com Michael Fassbender, o guarda-costas de um jovem (Kodi-Smit McPhee) durante a Guerra Civil nos Estados Unidos, e para o indiano “Umrika”, de Prashant Nair, um drama familiar sobre imigração passado numa aldeia pobre da Índia.
A realizadora galardoada nesta secção do Sundance foi a lituana Alante Kavaite, por “The Summer of Sangaile”, uma história de amor adolescente.
Este ano, não foram entregues quaisquer prémios de interpretação na categoria de filmes dramáticos norte-americanos. Alguns dos filmes favoritos, como “Dope” ou “Diary of a Teenage Girl”, receberam apenas, cada um deles, um prémio e em categorias técnicas.

Documentários

Na secção de documentários, o júri escolheu entre “The Wolfpack”, de Crystal Moselle, sobre seis irmãos nova-iorquinos que cresceram aprisionados no apartamento do seu pai, no Lower East Side de Manhattan, tendo como único escape desta prisão ver filmes e recriar algumas das suas cenas.
Crystal Moselle viu os seis irmãos na rua há cinco anos e trnasformou a história num filme. “A vida é surrealista”, disse a realizadora ao receber o prémio. O público escolheu “Meru”, de Jimmy Chin e Chai Vasarhelyi, sobre os alpinistas norte-americanos que tentam escalar uma montanha nos Himalaias.
O melhor documentário estrangeiro foi “The Russian Woodpecker”. No filme Chad Garcia associa o desastre de Chernobil à situação ucraniana.
 “Dark Horse”, do realizador Louise Osmond, foi a escolha do público do Festival de Sundance na categoria de documentário estrangeiro. A produção britânica fala de uma pequena aldeia galesa reunida em torno de um objectivo: criar uma raça de cavalos vencedores. 
O Festival Internacional de Cinema de Sundance, durante o qual foram exibidos 200 filmes, terminou no domingo.

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