Filme angolano nos EUA


25 de Agosto, 2015

O filme angolano “NJinga, Rainha de Angola”, produzido pela Semba Comunicação, estreou este final de semana no auditório do Goethe Institute, em Washington, nos EUA, informou ontem a embaixada angolana naquele país em comunicado.

O documento destaca que a exibição do filme é um passo chave na divulgação do cinema angolano além-fronteiras, assim como na maior projecção dos actores e das editoras nacionais. O filme tem como protagonista a actriz angolana Lesliana Pereira, para além dos actores Orlando Sérgio, Miguel Hurst, Sílvio Nascimento, Erica Chissapa, Jaime Joaquim e Ana Santos. A produção executiva do filme é de Coréon Dú, Sérgio Neto e Renato Freitas, enquanto a realização é de Sérgio Graciano.
O filme foi exibido no âmbito do Festival Internacional de Cinema da Diáspora Africana, que decorreu em Washington, de 21 a 23 do corrente mês, numa organização da ONG americana African Diaspora International Film Festival (ADIFF), com o apoio da Embaixada de Angola nos EUA. A ADIFF, que trabalha há nove anos em Washington, tem promovido uma selecção de filmes sobre a experiência de pessoas, com um forte interesse para o continente e a diáspora africana. Após a exibição do filme angolano, Reinald Spech, presidente da ArtMattan Productions e co-director da African Diaspora International Film Festival, felicitou Angola pela longa-metragem e pela celebração do 40.º aniversário da Independência Nacional.
O festival contou ainda com a participação de Maggie Johnson, membro do conselho de administração do Museu de Arte Africana, que pertence desde 1964 à instituição americana Smithsonian, e Malik Chaka, director de programas do Millennium Challenge Corporation, uma agência de ajuda externa inovadora e independente com forte apoio bipartidário, criada pelo Congresso dos EUA em Janeiro de 2004.
Em representação do embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares, o primeiro secretário da missão diplomática, Cândido Wilson, destacou o papel desempenhado pela guerreira angolana na luta contra o colonialismo português, que a levou a defender durante 40 anos, com tenacidade, a independência dos reinos de Ndongo e Matamba.
NJinga Mbande já foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) uma das 25 figuras femininas mais importantes da história de África. À margem do festival foi apresentada uma mostra de artesanato angolano, preparada pela Embaixada de Angola nos Estados Unidos da América.

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