Cultura

Filme "É proibido fumar" encerra ciclo de cinema

Francisco Pedro

O ciclo de cinema Elas no Ecrã encerra hoje, com duas sessões, sendo a primeira, às 16h30, com o filme “É proibido fumar”, e a segunda, às 19h00, com o filme “Mãe só há uma”, no auditório do Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), em Luanda.

Glória Pires é a protagonista da película de Ana Muylaert exibida hoje em Elas no Ecrã
Fotografia: DR

Em “É proibido fumar” Baby,  protagonizada por Glória Pires, vive sozinha no apartamento que herdou da mãe e dá aulas de violão para alguns alunos.
Quando Max se muda para o apartamento vizinho, Ba-by apaixona-se por ele e está disposta a enfrentar o vício compulsivo do cigarro. Mas a crise de abstinência será apimentada pelas saudades que ele sente da ex-mulher,que é modelo.
No género drama, além de Glória Pire, premiada Melhor Actriz, onze vezes em 2009, o filme tem no elenco António Abujamra, Paulo Miklos, Paulo César Peréio, Marisa Orth e Pitty.
Na equipa, Jacob Solitrenick, direcção de fotografia, Ana Mara Abreu, directora de arte, Marisa Guimarães, figurinista, Sara Silveira e Ma-ria Ionescu na produção. Na banda sonora há várias can-ções de Música Popular Brasileira (MPB) como “Taj Mahal” de Jorge Ben Jor, “Baby” , de Caetano Veloso e “Filhos de Gandhi” de Gilberto Gil.
A produção é da África filmes e Dezenove som imagens. Lançado em Dezembro de 2009, a banda sonora, de au-toria de Marcio Nigro, mereceu o Grande Prémio do Cinema Brasileiro, de Melhor Longa-Metragem Ficção.

Prémios
“É proibido fumar” conquistou vários prémios, dos quais no Festival de Brasília, Melhor Filme, Melhor Actor , Paulo Miklos, Melhor Actriz , Glória Pires, Melhor Actriz Coadjuvante, Dani Nefussi, Melhor Roteiro, Anna Muylaert, Me-lhor Direcção de Arte, Mara Abreu, Melhor Trilha Sonora, Márcio Nigro, Melhor Montagem, Paulo Sacramento.

Segunda sessão
O filme “Mãe só há uma”, narra a história de Pierre, que descobre que a família não é biológica quando a polícia prende a sua mãe. Confuso, procura os parentes verdadeiros, que o tratam por Felipe. A nova realidade faz com que encontre finalmente a identidade verdadeira.
    A película conquistou o prémio “Teddy Award: Männer Magazine”. O ciclo serviu para homenagear a cineasta brasileira Ana Muylaert, que está em Luanda desde segunda-feira, a convite do Centro Cultural Brasil-Angola.
Durante o ciclo foram exibidos os filmes “Mãe só há uma”, “É proibido fumar”, “Chamada a cobrar” e “Que horas ela volta?”, seguidos de debate com a realizadora, que teve, também, encontros com profissionais, estudantes de cinema, membros da Associação Angolana de Profissionais de Cinema e Audiovi-
sual (APROCIMA) e público em geral, em que  abordou-se sobre sua trajectória, os seus filmes premiados, o cenário actual do mercado de trabalho audiovisual e a presença da mulher no universo da sétima arte. As exibições dos filmes no CCBA tiveram entradas livres. A primeira edição do ciclo de cinema Elas no Ecrã realizou-se em 2017, sob iniciativa do CCBA, da APROCIMA e da Cinemateca Nacional.

Ana Muylaert
É uma das mais renomadas cineastas de sua geração e membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
     Estudou cinema na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Como roteirista participou das equipas de criação dos programas “Mundo da Lua” (1991) e “Castelo Rá-tim-bum” (1995) da TV Cultura, Disney Club (1998), do SBT, e “Um menino muito maluquinho” (2006), da TVE Brasil, além de ter escrito o episódio do “Open a Door : O menino, a favela e as tampas de panela”, dirigido por Cao Hamburger.
Em 2005 foi co-roteirista da série “Filhos do Carnaval”, da HBO, e fez o último tratamento do roteiro do filme “O ano em que meus pais saíram de férias”.
Em 2007 colaborou nos roteiros da Série “Alice”.  Escreveu o roteiro do filme “Quanto Dura o Amor?” em parceria com Roberto Moreira. Dirigiu “Rock Paulista”, “A origem dos bebés segundo Kiki Cavalcanti” (1996) e os longa-metragem “Durval Discos” (2002), prémio de melhor filme e melhor realizadora no 30º Festival de Cinema de Gramado e , este em 2009, “É Proibido Fumar”, com Glória Pires e Paulo Miklos. Em 2011, dirigiu dois episódios da série “Preama”, “Chamada a Cobrar”, “Que Horas Ela Volta?”, longa premiado no Festival de Sundance, e no Festival de Berlim. Em 2016, dirigiu “Mãe Só Há Uma” e venceu o prémio de melhor filme pelo júri de leitores da revista alemã “Männer.

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