Filme revê riscos do emprego


27 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

Em “Dois Dias, Uma Noite”, o novo filme dos belgas Luc e Jean-Pierre Dardenne, Marion Cotillard interpreta o papel de uma mulher que tem um fim-de-semana para conservar o posto de trabalho.

A protagonista Sandra, interpretada por Marion Cotillard, passa o filme a correr de um lado para o outro, a subir escadas, tocar campainhas, bater às portas, rua acima, rua abaixo no subúrbio belga onde vive com o marido e os dois filhos, na tentativa de salvar o emprego.
Sandra, que acabou de curar uma depressão, procura convencer os 16 colegas de trabalho a aceitarem-na de novo no emprego, onde eles não a querem porque se tal suceder cada um perde mil euros de bónus por fazerem o serviço dela.
Sandra é uma típica personagem criada pelos irmãos Dardenne, duplos vencedores da Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, que desde “A Promessa” (1996) fazem filmes realistas, com personagens das classes trabalhadoras ou com existências modestas postas perante tempos e situações difíceis num mundo do “salve-se quem puder”.
 “Dois Dias, Uma Noite” é também uma história de suspense pela incerteza da concretização do objectivo de Sandra, um thriller, onde todos são vítimas, e uma fábula sobre egoísmo, solidariedade, necessidade e a dignidade em tempos de desespero sobre o melhor e o pior que há em cada ser humano condicionado pelas circunstâncias da vida.

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