Cultura

Filme sobre "Alambamento" exibido no Festival Lusófono

O filme angolano “Alambamento”, do realizador Mário Bastos, é uma das produções dos oitos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) presente no Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (Festin), aberto na terça-feira e que se prolonga até domingo, no cinema São Jorge, em Lisboa.

Realizador angolano (à esquerda) e o egípcio Hassan Said produtor do documentário
Fotografia: Paulo Mulaza

O filme angolano “Alambamento”, do realizador Mário Bastos, é uma das produções dos oitos países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) presente no Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (Festin), aberto na terça-feira e que se prolonga até domingo, no cinema São Jorge, em Lisboa.
O filme angolano, um dos premiados da edição 2010 do Festival de Cinema de Luanda (FIC-Luanda), retrata a história do jovem Matias, personagem interpretada pelo actor Correia Manuel, do grupo Elinga Teatro, que vai fazer o pedido e entregar o alambamento ao pai da futura mulher, Mena, personagem interpretada pela actriz Marieta Cabuço, que reside na Ilha de Luanda.
Quando se aproxima da casa de Mena, atropela uma criança. Instala-se então um tumulto, em que a população quer fazer justiça com as próprias mãos. Mena quer salvar o noivo, mas acabam os dois por discutir. O pai dela quer receber o alambamento e a polícia quer resolver a situação por via da lei.
O realizar Mário Basto faz-se acompanhar no certame pelo director do Instituo Angolano de Cinema, Audiovisual e Multimedia, Pedro Ramalhoso.
Este ano, o festival, que vai na segunda edição, homenageia o país anfitrião, Portugal. Assim, o programa inclui a mostra “Olhares sobre Portugal”, que comporta oito filmes, que retratam diversos aspectos da história e cultura portuguesas, sendo ainda de realçar uma retrospectiva de obras de João Botelho, seleccionadas pelo próprio realizador. O programa reserva ainda uma homenagem ao cineasta português Manoel de Oliveira.
Procurando fomentar a reflexão sobre o contributo do cinema para o reforço dos laços que unem os oito países, o Festin propõe a realização da mesa-redonda “O cinema e as identidades lusófonas”, para a qual estão confirmadas as participações do escritor angolano José Eduardo Agualusa e do subdirector da Cinemateca portuguesa José Manuel Costa, da investigadora de cinema Maria do Carmo Piçarra, António Rodrigues, programador da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, o actor Miguel Sermão, o produtor de cinema Luís Correia. Uma outra mesa-redonda, com o tema “Escrito e filmado: a literatura lusófona vai ao cinema”, vai contar com a presença dos escritores brasileiros Amílcar Bettega e Brisa Paim, do investigador João Ribeirete, do realizador José Farinha e do escritor guineense Tony Tcheka.
No festival que arrancou terça-feira, o destaque vai para  “Lixo Extraordinário”, uma co-produção brasileira, dirigido por João Jardim, Lucy Walker, e Karen Harley, com produção executiva de Fernando Meirelles. O documentário enfoca o trabalho do artista plástico brasileiro de renome internacional, Vik Muniz, que elaborou obras a partir de sua convivência com os trabalhadores do maior aterro sanitário da América Latina, o Jardim Gamacho, no Rio de Janeiro. A película foi nomeada para o Oscar deste ano na categoria de melhor documentário.
Entre as 13 longas-metragens e 42 curtas em concurso, encontram-se ainda títulos que dificilmente virão a ser incluídos nos circuitos comerciais, sendo, por esse motivo, uma oportunidade única de conhecer o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na área da criação cinematográfica nos países de língua portuguesa. Moçambique, Portugal, Brasil, Cabo verde, Angola, São tomé, Guiné-Bissau, Timor-Leste são os países que vão exibir a sua produção cinematográfica.

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