Humanos e símios entram em guerra


29 de Julho, 2014

Fotografia: DR

O mais recente filme da série “Planeta dos Macacos”, que chegou aos cinemas no fim-de-semana, com a realização de Matt Reeves, explora a luta entre a humanidade, reduzida depois de um vírus mortal quase não ter deixado sobreviventes, e os símios.

“Planeta dos Macacos: O Confronto”, produzido três anos depois de “Planeta dos Macacos: A Origem”, aborda, como o seu antecessor, os últimos dias da civilização dos humanos e o início, nos arredores de San Francisco, do que depois se tornou o império dos símios, forjado pelo pioneiro e líder dos primeiros macacos inteligentes, César.
“Foi um papel incrível de explorar e desenvolver, porque tive de fazer de César, um símio muito mais parecido a um humano na sua maneira de actuar. Agora, ele tem muita responsabilidade por ser um líder e a sua expressão facial é de muito mais dor e preocupação do que no filme anterior”, explicou em entrevista à Efe o actor que interpreta o papel do macaco protagonista, Andy Serkis.
O actor interpretou os movimentos e expressões de César através da técnica de captação de movimentos, na qual o britânico já se tornou um especialista. Entre os seus trabalhos anteriores com este sistema encontram-se o de Sméagol, do filme “O Senhor dos anéis”, King Kong, no filme homónimo de 2005, e o de Capitão Haddock, em “As Aventuras de Tintim”, de Steven Spielberg.
Andy Serkis, que já interpretou César em “Planeta dos Macacos: A Origem”, garantiu que neste não teve de estudar tanto os movimentos dos chimpanzés quanto nos seus filmes anteriores, uma vez que o mais importante era “entender a natureza da liderança”.
“César é uma personagem extremamente simpática”, comentou o actor britânico, que apesar de admitir que às vezes, sem querer, deixa escapar nas suas interpretações gestos comuns de Sméagol, não cometeu esse erro durante estas filmagens.
Além de Andy Serkis, o elenco de “Planeta dos Macacos: O Confronto” é formado pelo também britânico Gary Oldman (“Drácula de Bram Stoker”, “Harry Potter”, “Batman - O Cavaleiro das Trevas”), o australiano Jason Clarke (“A Hora Mais Escura”, “O Grande Gatsby”) e a californiana Keri Russell (“Felicity”, “Garçonete”), todos eles em papéis humanos.
“Fiz um pouco de captura de movimento há alguns anos - em ‘Os Fantasmas de Scrooge’, mas foi todo rodado em estúdio, o que tem os seus inconvenientes e restrições”, disse à Efe Gary Oldman, destacando que, graças à técnica, neste filme os actores que interpretam os símios puderam rodar as cenas externas sem qualquer tipo de restrição. “O pessoal da captura de movimento leva a própria bateria, com os cabos e tudo aquilo que ajuda a câmara a identificar. São completamente livres, agora já vivem num mundo de 360 graus”, acrescentou Jason Clarke, assegurando que trabalhar com estes actores de captura de movimento é como com qualquer outro actor.
Tanto o veterano Gary Oldman quanto Jason Clarke ficaram muito impressionados pela melhoria nas técnicas cada vez mais usadas nas grandes produções de Hollywood, e nenhum dos dois exclui a possibilidade de interpretar as personagens através da captura de movimentos no futuro.

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