Manoel de Oliveira condecorado no Porto


13 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O realizador Manoel de Oliveira foi distinguido, ontem, com a Legião de Honra francesa, por uma carreira que o embaixador francês em Portugal, Jean-François Blarel, descreveu como “fora do comum”.

Numa cerimónia que decorreu no Museu de Serralves, no Porto, o embaixador francês destacou as ligações francófonas de Manoel de Oliveira. “Tenho orgulho por uma parte da obra do cineasta ter sido realizada em França”, disse, lembrando as diversas distinções que o realizador português já recebeu ao longo da carreira, desde o prémio Robert Bresson à Palma de Ouro pela carreira, em Cannes.
“É uma honra receber, da parte da França, esta distinção”, afirmou Manoel de Oliveira, em francês, antes de agradecer à França e de dizer “Viva o cinema!”.
Jean-François Blarel enalteceu a experiência contida nos 106 anos, completados na quinta-feira, do autor de “Douro, Faina Fluvial”.
O realizador Manoel de Oliveira, considerado o mais antigo no activo, apresentou, ontem,  o seu filme mais recente “O Velho do Restelo”. No filme o cineasta questiona e debate a dimensão épica da História de Portugal. “A sua trajectória criativa é uma genuína epopeia que acompanha todas as convulsões da sétima arte, desde os tempos finais do mudo até às experimentações da modernidade”, destacaram os críticos.
Em “O Velho do Restelo”, cuja estreia mundial ocorreu, em Setembro, no Festival de Veneza, o cineasta explora memórias cruzadas da História de Portugal. Tudo acontece através do encontro imaginário, não num cenário fantasista, mas num aprazível banco de jardim, de quatro personalidades emblemáticas.

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