Películas brasileiras disputam prémios


29 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

Filmes latino-americanos, num total de 21, entre eles três brasileiros, vão disputar o Prémio Coral de Longa-metragem de ficção no 36º Festival de Cinema de Havana, entre 4 e 14 de Dezembro, que este ano vai homenagear o escritor colombiano Gabriel García Márquez, anunciaram os organizadores.

“Trago Comigo”, de Tata Amaral, e as co-produções “Praia do Futuro”, de Karim Aïnouz (Brasil-Alemanha), e “A Estrada 47”, de Vicente Ferraz (Brasil, Itália, Portugal), são os representantes brasileiros na mostra.
Segundo o director do Festival, Iván Giroud, apresentaram-se nesta edição 1.640 filmes, dos quais 478 foram seleccionados para exibição entre 116 nas mostras competitivas nas categorias ficção, média e curta-metragem, filmes de estreia, documentários e filmes de animação.
A Argentina é o país mais bem representado este ano, com seis filmes, a maioria em co-produção com outros países: “Relatos Salvajes”, de Damián Szifrón; “El cerrajero”, de Natalia Smirnoff; “La tercera orilla”, de Celina Murga; “Jauja”, de Liandro Alonso; “Refugiado”, de Diego Lerman, e “Aire Libre”, de Anahí Berneri.
Cuba vai ser representada por quatro filmes, entre os quais se destaca “Conducta”, com argumento e realização de Ernesto Daranas (“Los Dioses Rotos”, 2009), que foi nomeado ao Óscar e aos prémios Goya do cinema espanhol, e vencedor de vários prémios no Festival de Cinema Espanhol de Málaga e no nova-iorquino Festival do Cinema de Havana.
Produções do Chile, Colômbia e México (duas de cada país), assim como da República Dominicana e Uruguai (uma de cada) completam a lista de aspirantes ao prémio principal.
Este ano, a mostra, o principal evento cultural de Cuba, é dedicado ao Nobel de Literatura colombiano, Gabriel García Márquez (Gabo), um dos principais incentivadores do Festival, falecido em Abril, no México, aos 87 anos.
“Esta homenagem é fundamental para nós, porque consideramo-lo um dos fundadores e vai reger o desenvolvimento do Festival”, afirmou Giroud, destacando que a mostra vai ser um tributo à relação do escritor colombiano “com Cuba, com o cinema latino-americano e com Fidel Castro”. As homenagens vão incluir um encontro na Fundação do Novo Cinema Latino-americano e a exibição de vários documentários sobre o escritor, como “Buscando Gabo” (Colômbia), de Luís Fernando Bottía; “Gabriel García Márquez: La escritura embrujada” (Colômbia, França, Itália), de Yves Billon, Mauricio Martínez-Cavard e Tales Beyond.
Também vão ser exibidos no evento mostras do cinema espanhol, alemão, porto-riquenho, filmes independentes dos Estados Unidos e de animação japonesa. Outros homenageados são os realizadores Mario Handler (Uruguai), Ulrich Seidl (Áustria), Jorge Cedrón (Argentina) e Raoul Peck (Haiti).
As novidades deste ano são a projecção, inédita em Cuba, pelo sistema digital “DCP”, e a aquisição de um sistema de projecção móvel, que vai permitir levar o evento a “12 pontos” de Havana que não têm salas de cinema.
Em cada Festival, são exibidas centenas de filmes de todo o mundo em diversas salas de Havana, com público total de cerca de meio milhão de pessoas, atraídas pelo baixo custo do preço dos ingressos.

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