Produção homenageia Robin e Mickey


4 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

O filme “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba” é o capítulo final da história protagonizada por Ben Stiller e realizado por Shawn Levy, que teve início em 2006 e uma sequência três anos depois.

A morte do actor Robin Williams, em Agosto, pôs fim aos planos anteriores de produzir uma série com os bonecos de cera do presidente Teddy Roosevelt, interpretado pelo comediante, e do explorador Jedediah, vivido por Owen Wilson.
De certo modo, seu encerramento é até poético, já que a longa-metragem homenageia Williams e Mickey Rooney, também falecido após as suas gravações como o guarda-nocturno Gus.
O filme continua a acompanhar Larry Daley (Ben Stiller) que, além de vigia, é responsável pelas atracções nocturnas do Museu de História Natural em Nova Iorque. Mas quando, na reabertura do planetário do complexo, as criaturas que o público julga serem somente holografias ou algo do tipo entram em pânico, atacando as pessoas presentes, ele percebe que há algo errado com a placa dourada de Ahkmenrah (Rami Malek), que justamente anima tudo o que está exposto no local.
Para descobrir o que está a acontecer com a tábua mágica, o vigilante e os seus amigos têm de consultar Merenkahre (Ben Kingsley), o pai do faraó egípcio; só que ele e a esposa (Anjali Jay) encontram-se no Museu Britânico.
Assim, a produção encontra a forma de apresentar o terceiro museu na franquia, já que, depois da própria instituição de Nova Iorque na primeira longa-metragem, o Smithsonian de Washington foi cenário da segunda. No entanto, em comparação com os outros, o londrino foi pouco desbravado nas suas possibilidades de objectos em exposição. O melhor aproveitamento foi da obra “Relatividade” (1953) de M. S. Escher, que mostra uma perseguição engenhosa, lembrando a sequência dos quadros em “Looney Tunes: De Volta à Acção” (2003).
Uma amostra disso é que somente dois personagens são apresentados neste novo ambiente. Um deles é Lancelot (Dan Stevens), ou a representação dele em cera, como o bravo cavaleiro da Távola Redonda demora a perceber. A sua eterna busca pelo Santo Graal atrapalha mais os norte-americanos do que a presença da vigia Tilly, vivida por Rebel Wilson, que mesmo contida num filme mais família, ainda consegue arrancar risadas da plateia. Elas ocorrem, especialmente, quando ela encontra Laaa, o Neandertal também interpretado por Stiller, já que ele foi criado à imagem e semelhança de Larry.
Como a criatura acredita que ele é o seu pai, a situação serve para o guarda-nocturno analisar a sua própria relação conturbada com o seu filho Nick (Skyler Gisondo, que substituiu Jake Cherry), um tema recorrente na trilogia.
“Uma Noite no Museu 3” é a diversão garantida para toda a família nas férias, além de ter na sequência da montagem de “Camelot” em West End um dos melhores momentos dos três filmes, com uma aparição-surpresa de um astro dos palcos e do cinema.
E o seu final somado à mensagem de que “a magia nunca termina”, em homenagem a Robin e Mickey, era a melhor última impressão que podia deixar.

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