Público acorre às salas de cinema europeias


8 de Maio, 2016

Fotografia: Reuters

O ano de 2015 foi de recorde para as salas de cinemas europeias, em termos de receitas brutas de bilheteira, com mais gente a ir ao cinema, mas de perda no campo da produção de filmes, destacou, ontem, um relatório do Observatório Europeu do Audiovisual.

O estudo apresentado pelo Observatório demonstra que o ano passado foi o melhor de sempre na União Europeia, com as pessoas a pagarem mais por cada bilhete, em especial para assistir a“mega produções” norte-americanas, como “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força” ou “Minions”. As estimativas do Observatório Europeu do Audiovisual chegam em vésperas de mais uma edição do Festival de Cannes, onde apresentará o seu relatório “Focus 2016: WorldFilmMarketTrends”. São números  satisfatórios e preocupantes sobre os 28 Estados-membros.
Os 7,3 mil milhões de euros de receitas brutas de bilheteira assinalam a vitalidade do mercado cinematográfico do “Velho Continente” em 2015, número inédito e ainda assim longe dos do maior mercado do mundo, os Estados Unidos, com 9,7 mil milhões de euros de receitas brutas nas bilheteiras.
São também os EUA, mais especificamente Hollywood, que dominam o que o mundo, e a Europa em particular, vê.“É notável”, assinala aquele organismo dependente do Conselho da Europa, que as receitas tenham crescido em todos os mercados da União Europeia cujos dados contabiliza. Em toda a Europa, também o número de espectadores aumentou, salvo em França, onde houve uma quebra de 1,4 por cento.
“É um número que evidencia crescimento, que faz de 2015 o segundo melhor ano da década no número de pessoas que foram ao cinema na União Europeia. Porém, é também uma cifra que mostra o aumento dos preços dos bilhetes, que passaram, em média, de 7 euros para 7,5 euros na Europa”, destaca o Observatório.
A parcela do consumo de cinema produzido na Europa mostra também um lado menos positivo do relatório: diminuiu para 26,1 por cento, o número mais baixo dos últimos cinco anos. Em 2014, por exemplo, havia mais filmes europeus entre os mais vistos e 33,6 por cento do público da União Europeia assistiu a pelo menos um filme produzido no continente.
Ainda assim, a produção europeia cresceu (1.643 filmes, dos quais 516 documentários em 2015) graças, em parte, ao aumento do número de co-produções, explica o Observatório Europeu do Audiovisual.
Os mercados de exibição que mais contribuíram para este ano recorde foram o britânico, irlandês e alemão, e os filmes que mais pessoas levaram para as salas são os “suspeitos do costume”. O box office global, segundo a analista de mercado Rentrak, rendeu 33,3 mil milhões de euros recorde. Entre os filmes mais rentáveis na Europa, o ano passado constam o sétimo filme “Guerra das Estrelas: O Despertar da Força”, “Minions”, “007 - Spectre”, que resultaram em mais de 30 milhões de bilhetes vendidos. A lista inclui ainda “As Cinquenta Sombras de Grey, “Velocidade Furiosa 7” e “Os Vingadores”.
O Reino Unido foi o principal produtor europeu de sucesso no mercado, embora só 10,6 por cento dos filmes que estreou não contem com a participação americana. O top 20 de filmes com produção europeia inclui co-produções com os EUA, que passaram de 0,4 por cento a representar 7,3 por cento dos filmes feitos na Europa.

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