Realizador Berten estreia novo filme

Kindala Manuel|
4 de Março, 2015

Fotografia: Kindala Manuel

“Coração do Homem” é o título do filme do realizador Berten cuja estreia acontece nesta sexta-feira, às 21h00, no Cine Place, Bela Shopping, em Luanda. O filme narra histórias de intriga, inveja e perseguição laboral. A acção decorre em Luanda.

Produzido pela produtora Palan Filme e com duração de hora e meia, é um misto de acção e drama, filmado em 2013 em vários pontos de Luanda, com um elenco composto por 32 actores e vários figurantes.
“Coração do Homem” retrata a história de dois amigos de infância, Alex e Cardoso, que cresceram no mesmo bairro e compartilharam coisas como dois verdadeiros irmãos. Depois da conclusão do ensino médio, Alex viaja para Europa a fim de continuar a sua formação e 12 anos depois, já formado, regressa ao país e procura o amigo de infância, Cardoso, para ajudá-lo a conseguir emprego. Cardoso consegue uma vaga para o seu melhor amigo na mesma empresa em que trabalhava.
Passado um tempo, o director da Empresa promove Alex como chefe do Departamento dos Recursos Humanos, área em que o seu amigo Cardoso era um simples funcionário. Em fez de encarar a situação como uma grande valia, percebeu ser uma afronta, o que fez com que brotasse ódio no coração de Cardoso. Por esta razão, planeia assassinar o amigo, agora seu chefe. Na sequência do filme, a inveja e ódio desmedido de Cardoso, transformam a vida de Alex num autêntico terror, com acções de perseguições e sequestro.
O realizador trabalhou com uma vasta equipa técnica, da qual que se destacam Lucas Lutucuta, director de fotografia dos filmes “Windeck” e “Rainha Ginga”, e trabalhou também com assistentes de realização formados no Brasil.
“Coração do Homem” está seleccionado para o Festin de Lisboa deste ano, que se realiza de 8 a 15 de Abril, no cinema São Jorge, e vai estar presente, igualmente, no Festival de Língua Portuguesa, também no mês de Abril, e no Festival Movie Awards 2015.
Berten Júnior Wete é um jovem de 29 anos formado em realização e editor de imagem em França e Bélgica. Realizou o seu primeiro filme “Viva Riva”, em 2011, uma co-produção entre Angola e Congo, que faz o retrato sobre o tráfico de combustível entre as duas fronteiras. “Viva Riva” participou, em 2011, no festival de Berlim, onde ganhou o prémio do melhor filme africano. Ainda no mesmo ano, participou no Festival de Toronto, Canadá, onde ganhou nas categorias de melhor filme africano, prémio MTV e prémio de melhor ficção.

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