Reinado imaginário ganha prémio


16 de Abril, 2015

Fotografia: Reuters

A peça “King Charles III” (Rei Carlos III) que imagina como vão ser os primeiros dias do reinado de Carlos de Inglaterra, venceu o Prémio Olivier para a melhor estreia teatral do Reino Unido.

A peca, de autoria do dramaturgo britânico Mike Bartlet, começa com a encenação das exéquias da rainha Isabel II e imagina, o filho, Carlos, príncipe de Gales, como um monarca disposto a intervir na política do país, negando-se a assinar uma lei, aprovada pelo parlamento, que restringe a liberdade de imprensa.
A peça estreou em Abril do ano passado no Teatro Almeida, em Londres, e, entre as suas personagens incluem-se outros membros da família real, nomeadamente os netos da rainha, como Guilherme, que numa alusão a “Hamlet”, de Shakespeare, aparece como o fantasma da sua mãe, a princesa Diana de Gales. Os Olivier, prémios de teatro no reino Unido, distinguiram ainda Penelope Wilton como melhor actriz, pelo seu desempenho em “Taken at midmight”, e Mark Strong, como melhor actor, pelo seu papel em “A view from the bridge”. O Olivier para melhor actriz secundária foi para Ângela Lansbury, pelo desempenho em “Blithe Spirit”, e na categoria masculina venceu Nathaniel Parker pelo seu papel em “Wolf hall and bring up the bodies”.
O Olivier para melhor espectáculo de dança foi para a canadiana Crystal Pite, pelo bailado “A Picture of you Falling, The Tempest Replica and Polaris”.
O belga Ivo van Hove recebeu o prémio de melhor encenador, pela adaptação da obra de Artur Miller, “A view from the bridge”, um drama sobre a imigração em Nova Iorque, na década de 1950. O prémio do público foi para o musical “Wicked”, uma perspectiva alternativa do clássico literário de Lyman Frank Baum, “O feiticeiro de Oz”.

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