"Semba Comunicação" cheia de prémios

Francisco Pedro |
31 de Dezembro, 2015

Fotografia: Semba Comunicações

O prémio de Melhor Actriz atribuído pela Africa Movie Academy Awards (AMAA) a Lesliana Pereira pelo seu desempenho no filme “Njinga Rainha de Angola”, a primeira angolana a vencer essa categoria, foi um dos factos mais marcantes no domínio do cinema e audiovisuais neste ano que finda.

O filme “Njinga Rainha de Angola”,produzido pela Semba Comunicação, venceu também o prémio de Melhor Caracterização e esteve entre as nomeações para as categorias de Melhor Banda Sonora e Figurinos, cuja cerimónia teve lugar em Setembro, em Port Elizabeth, na África do Sul.
A Semba Comunicação conquistou também, neste ano, um prémio nos “Seoul International Drama Awards”, com a telenovela “Jikulumessu”, pela sua exibição na RTP África, na categoria Serial Drama (Série Dramática). A produção angolana foi a única de origem africana entre as 212 inscrições de produções dramáticas de 48 países.
Mais um grande facto conquistado pela Semba Comunicação, em 2015, cujas produções recaem para a autoria de Coreón Dú, foi a atribuição do Prémio Camélia de Liberdade 2015 ao Canal TV Brasil devido à exibição da telenovela “Windeck”, produção da Semba Comunicação. A distinção, que teve a cerimónia no Rio de Janeiro, foi uma iniciativa do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e tem como objectivo estimular o desenvolvimento de projectos de Acções Afirmativas de valorização da diversidade e inclusão étnica. “Windeck” é assim a primeira novela angolana exibida no Brasil. Produzida em 2012 pela Semba Comunicação, foi exibida primeiro pela TPA e posteriormente pela RTP1, em Portugal. A novela esteve entre as quatro indicadas para o Emmy Internacional de 2013, ano em que “Lado a Lado”, da Rede Globo, recebeu o prémio.

Tomás Ferreira

A retransmissão este ano das mini-séries “Um Homem Nunca Chora”,“Vanda Lemos”, “113”, “Caminhos Cruzados” e “Caminhos da Vida”, pela Televisão Pública de Angola (TPA), todas assinadas pelo realizador Tomás Ferreira “Walter”, serviu para vincar a qualidade da produção nacional audiovisual após a independência. Realizações de sucesso entre as décadas de 1980 e 1990 na TPA, a reedição marcou também os30 anos de carreira de Tomás Ferreira, o mais produtivo realizador angolano na esfera da televisão. Também actor e guionista, “Walter” é discípulo de Abel Couto, um dos proeminentes profissionais da TPA.
“Angola Chama-te” é o título da mais recente mini-série de ficção, de produção nacional, assinada por Tomás Ferreira, uma co-produção entre a TPA e a produtora Walmires Audiovisuais. Composta por 12 capítulos, com diferentes histórias em cada um deles, a mini-série realça também os símbolos nacionais, a paz, a bravura e o sentimento patriótico, assim como alguns aspectos culturais de localidades específicas. O realizador assina ainda “Feliz Ano Novo”, “Caminhos da Vida”, “O ninho”, “Em Cena”, “Vidas Ocultas”, entre outros programas.

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