Sequência junta produtores asiáticos e norte-americanos


20 de Junho, 2014

Fotografia: Dr

Três produtoras da China e dos Estados Unidos vão financiar em conjunto uma sequência do filme de artes marciais “O Tigre e o dragão” (2000), realizado por Ang Lee e que, na altura, venceu quatro Óscares.

O novo filme vai ser rodado na China e na Nova Zelândia, e tem estreia prevista para 2016, anunciaram as três produtoras associadas, as chinesas Pegasus Mídia e Grupo Cinematográfico da China, e o estúdio norte-americano Weinstein, que apresentaram o projecto, intitulado “The Green Destiny” (“O destino verde”, em tradução livre), no Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF).
“O Tigre e o Dragão” (2000), bem-sucedida co-produção que contou com investimentos da China, Taiwan, Hong Kong e Estados Unidos, foi protagonizada por Yun-Fat Chow, Michelle Yeoh, Ziyi Zhang, CChen Chang e Pei-pei Cheng.
O filme, que arrecadou 213,5 milhões de dólares em bilheteiras de todo o mundo, foi reconhecido com os Óscares de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Banda Sonora Original (Tan Dun), Melhor Fotografia e Melhor Direcção de Arte.
Do seu elenco original, apenas a actriz malaia Michelle Yeoh e o actor Nicholas Tse têm participação confirmada na sequela.
O novo filme promete espectaculares batalhas de artes marciais entre personagens que vão lutar por uma antiga espada chinesa. Para os efeitos especiais, maquilhagem e figurinos vão ser contratados vários profissionais que trabalharam em “O Senhor dos Anéis”, antecipou Sun Jianjun, presidente da Pegasus Mídia.
O novo filme "vai manter o sabor oriental do primeiro, mas vai apresentar efeitos especiais mais impressionantes, com a ajuda da experiência estrangeira", explicou.
Além disso, também durante o SIFF, que este ano realiza a sua 17ª edição, o Grupo Cinematográfico de Xangai anunciou o seu próximo projecto, “The Cursed Piano” (“O Piano Amaldiçoado”), uma co-produção entre China e Estados Unidos, com os realizadores Mike Medavoy e Barry Levinson).
Como Levinson presidiu ao júri do SIFF em 2011, isso pode ter favorecido o seu contacto com o mundo cinematográfico chinês.

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