Série com mudanças na nova temporada


31 de Julho, 2014

“Masters of Sex”, série televisiva indicada para cinco prémios Emmy, promete na sua segunda temporada mais sexo, mais dúvidas e grandes mudanças aos seus protagonistas, os pioneiros no campo da sexologia, William Masters e Virgínia Johnson, personagens reais interpretados por Michael Sheen e Lizzy Caplan.

Os seus inovadores estudos científicos sobre o sexo romperam tabus da sociedade no anos 60 e das suas próprias vidas, colocando-os numa situação em que a linha entre o profissional e o pessoal se tornou extremamente difusa.
“O hospital era o seu verdadeiro lar, onde ficavam confortáveis, mas já não podem estar ali. Agora, o meu personagem é um nómada que procura um novo lugar onde continuar os seus estudos. Inclusive a sua própria casa é diferente agora porque há um invasor em forma de bebé. Mas a mudança principal está na sua relação com Virgínia”, respondeu Sheen a uma pergunta da Agência Efe num encontro com meios de comunicação.
“Já não estão numa sala de reconhecimento e isso é muito perigoso para a sua relação. No passado, os testes estavam num contexto profissional. Agora vão continuar num quarto de hotel, onde nada os impede de entrar num território novo”, disse o britânico, sentado num dos sets da série dentro dos estúdios Sony Pictures, em Culver City, na Califórnia.
O ginecologista e a psicóloga entrevistaram centenas de pessoas e estudaram as respostas fisiológicas e os mecanismos da excitação erótica, recrutando prostitutas, estudantes, enfermeiras e viúvas. Para muitos, foi a maior experiência sexual da história dos EUA.
A primeira temporada da série recebeu duas nomeações ao Globo de Ouro e foi incluída entre as melhores séries do ano passado pela organização American Film Institute (AFI).
“A série diz coisas claras sobre o sexo”, declarou Lizzy ao fim de um longo dia de filmagem do 11º episódio da segunda temporada. “É difícil separar o sexo das emoções, da intimidade, do amor. Há gente que vê a série e considera que a sociedade avançou, especialmente na aceitação da orientação sexual de cada um, mas na realidade acho que a mensagem que lançamos é que ainda há um longo caminho a percorrer”, opinou a actriz.
Lizzy, que até então devia a sua fama a personagens cómicos em “Meninas Malvadas” (2004) e “A Ressaca” (2010), reconheceu que agora, graças a este papel, levam-na mais a sério em Hollywood.
“Eu não me levo a sério. Realmente, ainda me considero uma fraude como actriz dramática e não acho que essa sensação alguma vez acabe”, confessou.

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