Vida de Anne Frank é retratada em filme


12 de Março, 2015

Fotografia: Reuters

A rodagem do primeiro filme alemão sobre Anne Frank, a adolescente judia vítima do Holocausto e autora do famoso diário que leva o seu nome, começou em Amesterdão, no mesmo bairro em que a jovem viveu há mais de 70 anos.

A rodagem durou dois dias, de acordo com a emissora pública de televisão holandesa  Nos, na praça Merwedeplein de Amesterdão, onde viveu a família Frank após a sua fuga de Frankfurt em 1933.
O filme, que é produzido pela produtora Zeitsprung Pictures em parceria com a Fundação Anne Frank da Basileia, vai ser a primeira produção alemã sobre a vida dos Frank e deve ficar pronta no começo do próximo ano.
Actualmente existem oito filmes sobre o diário de Anne Frank, todos eles produções americanas ou britânicas. A longa-metragem vai ser realizada por Hans Steinbichler, começou a ser rodada há poucos dias em Colónia e vai ser protagonizada por Lea Van Acken, que encarna Anne Frank. Lea Van Acken (1999) ficou conhecida pelo seu papel de Maria no filme “Kreuzweg” (2014), no qual interpretava uma jovem profundamente religiosa. Esse filme, realizado por Dietrich Brüggemann, ganhou o Urso de Prata no Festival Internacional de Cinema de Berlim de 2014.
Além de Van Acken, no elenco do filme estão Martina Gadeck e Ulrich Noethen, que interpretam os pais Frank. A vida de Anne Frank foi levada ao cinema e ao teatro anteriormente em várias ocasiões, mas esta é a primeira vez que é filmada pelas mãos de uma produtora alemã, que quer narrar o Holocausto através dos escritos da jovem, assim como os factos que rodeiam a vida dessa família.
Uma visão especial e particular da vida dos Frank ficou famosa através do diário de Anne, que conta com o reconhecimento internacional e está dentro da lista de património da literatura mundial e documental da UNESCO.
Referente documentário e símbolo do horror da Segunda Guerra Mundial, o relato de Anne Frank chegou a todo o mundo através de milhões de exemplares vendidos em 70 línguas e 100 países diferentes. Após dois anos na clandestinidade em Amesterdão, a família foi delatada à Gestapo. Os Frank - que eram alemães e tinham mudado de Frankfurt para a Holanda em 1933- foram capturados pelas tropas nazis, e apenas o pai sobreviveu ao Holocausto.

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