Vida e trajecto de Frank Sinatra em filme


15 de Abril, 2015

Fotografia: Reuters

A história da vida Frank Sinatra volta a ser contada no cinema num documentário baseado na sua própria opinião, que foi apresentado,ontem, no âmbito das comemorações do centésimo  aniversário natalício do artista.

No filme, “Sinatra: All or Nothing at All”, baseado no espectáculo de despedida do músico em 1971, são utilizadas entrevistas antigas, fotos e filmagens de apresentações e vídeos caseiros jamais vistos.
“Acredito que houve um momento na sua vida em que ele pensou ter chegado ao limite por razões emocionais. Nessa altura realizou um espectáculo a anunciar ser o último da sua carreira”, disse o realizador do filme Alex Gibney.
“Para alguém que nunca escreveu uma autobiografia, aquele concerto serviu para isso”, declarou. O documentário inclui canções desse espectáculo apresentação de 1971 e algumas gravações, de quase 16 horas, de Frank Sinatra a falar de sua vida, referiu o produtor executivo do filme, Frank Marshall.
“Conseguimos muitas entrevistas cedidas pelo músico e trabalhamos todas de forma a contar a história da sua vida, com as suas próprias palavras. Isso é que torna todo o filme especial”, afirmou.
Frank Sinatra, cuja voz conquistou legiões de admiradores em todo o mundo, gravou pela primeira vez em 1939. Conhecido devido a clássicos como “My Way”, “New York, New York” e “Strangers in the Night”, continuou a gravar até à morte, em 1998. “Tudo está representado no documentário. É algo muito especial e foi um processo muito interessante”, disse a filha mais nova do artista, Tina Sinatra, na apresentação do filme.
As comemorações em homenagem a Frank Sinatra, conhecido como “A Voz”, “Olhos Azuis” ou “Presidente do Comité”, decorreem durante o ano todo para marcar o 100º aniversário do seu nascimento, a assinalar-se no dia 12 de Dezembro.
O mês passado, a exposição “Sinatra: An American Icon”, com fotos e objectos pessoais jamais vistos do célebre músico, foi inaugurada na Biblioteca Pública de Nova Iorque para as Artes Performativas.

Steve Jobs

O realizador Alex Gibney revelou que têm um outro em carteira sobre Steve Jobs.
“Quando Steve Jobs morreu há quatro anos, a comoção que varreu as redes sociais e a indústria tecnológica deixou-me intrigado. Por que é que havia pessoas a chorar e a deixar velas à porta de lojas da Apple? Jobs não era um artista consagrado, um político inspirador ou um filantropo exemplar”, disse. O novo filme, “Man in the Machine”, mostra uma outra faceta de Steve Jobs. “O culto do fundador da Apple sempre se misturou com o dos produtos da marca e foi abordado em milhares de artigos e vários livros.”
Porém, Alex Gibney, o realizador que pôs toda a gente de boca aberta com o documentário sobre a cientologia e venceu um Óscar com o filme “Taxi to the Dark Side”, em 2008, acredita que muito da vida de Jobs está ainda por contar.

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