Filmes africanos no Brasil


3 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Divulgação |

O Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) em Brasília promove pela primeira vez de 11 a 16 de Fevereiro a Mostra de Filmes Africanos Lusófonos, “Vidas Em Português”, com películas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

A mostra, realizada em parceria com a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e com o apoio da Cinemathèque Afrique do Institut Français, apresenta nove filmes, entre os quais se contam “Comboio da Canhoca”, de Orlando Fortunato, e “O Grande Kilapy”, de Zezé Gamboa.
Os laços entre o Brasil, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau vão além da língua e herança portuguesa e fomentam um intercâmbio cultural que reflecte a identidade de cada país.  “A Virgem Margarida”, do realizador Licínio Azevedo, resgata um episódio da história moçambicana, quando prostitutas eram enviadas para reformatórios para serem reeducadas.
Outro filme do realizador, “O Grande Bazar”, incluído na programação, fala da amizade e superação de personagens contrastantes.
Ainda na ficção, Sol de Carvalho e Flora Gomes, em “Jardim do Outro Homem”, partem do olhar de uma protagonista mulher para reflectirem sobre a condição da juventude em Moçambique. A Guiné-Bissau está representada com o filme musical “Nha Fala”. Outro realizador a falar da mulher é o moçambicano Mickey Fonseca, no filme “Mahla”, que aborda o impacto social de uma gravidez numa família desestruturada.
Orlando Fortunato apresenta o filme mais antigo da mostra, o clássico “Comboio da Canhoca”, de 1989, que expõe as cicatrizes do passado cruel de Angola. O brasileiro Lázaro Ramos protagoniza o filme mais recente de Zezé Gamboa, “O Grande Kilapy”.
A exibição de todos os filmes é em DVD, com áudio original em português, excepto o músical “Nha Fala”, versão original em crioulo e francês, legendado em português.

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