Cultura

Fim da campanha marcada por debates

Francisco Pedro

Os associados das províncias de Cabinda, Huambo, Malanje e Benguela admitidos nos últimos anos não podem votar no dia 17, porque “estão ilegais”, devido ao processo de admissão  feito, apenas, pelos representantes provinciais, disse, ontem, António de Oliveira “Delon”, presidente da comissão eleitoral.

Fotografia: DR

Em declarações  ao Jornal de Angola, Delon afirmou que, de acordo com os estatutos da UNAC-SA, no Artigo 35, alínea “J”, as admissões de novos membros devem ser apresentadas à Comissão Directiva. Dos dados confrontados pela comissão eleitoral, sobre os membros nas 18 províncias, constatou-se que os associados em Cabinda, Huambo, Malanje e Benguela não possuem nú-mero de membro, uma prática que invalida que os mesmos participem do pleito eleitoral em quaisquer uma das listas (A ou B).
A campanha eleitoral que encerra amanhã tem sido liderada por Zeca Moreno (Lista A) e Belmiro Carlos (Lista B), este último apresentou, dia 9, uma providência cautelar ao Tribunal Provincial de Luanda, para que seja anulada a deliberação que impede a participação total ou parcial no processo eleitoral dos artistas associados de Cabinda, Malanje, Huambo e Benguela. “Eles fazem parte da Lista B, quer dizer que foi algo organizado pelos membros dessa lista, daí a reacção de Belmiro Carlos, mas, com base nos estatutos da UNAC-SA, eles não fazem parte da associação e, com base no regulamento eleitoral, esses artistas não podem votar”, considerou Delon.
Africano Kangombe, ad-vogado que acompanha o candidato Belmiro Carlos, referiu-se à necessidade de o tribunal pronunciar-se em tempo útil, porque “os direitos dos artistas nessas províncias estão em vias de ser violados, pois, não existem condições jurídicas para o exercício de voto e que sejam observadas. Estamos em crer que o tribunal o fará.”

Tempo

Multimédia