Formação é a melhor aposta

Mário Cohen |
29 de Abril, 2016

A formação de quadros especializados é a única saída para a dança angolana, em especial nesta fase em que as artes nacionais procuram conquistar um lugar activo no mercado internacional, defendeu, ontem, a bailarina Margot Rasgado, do grupo Ballet Njinga Mbande.

Para a bailarina, o aparecimento de instituições de formação, como o Complexo das Escolas de Arte (CEARTE), no Camama, assim como outras do género, é um passo importante dentro deste objectivo, apesar de ainda ser preciso mais acções do género. “Apesar de não ser tão específico e abrangente como todos os criadores que sempre primaram pela formação desejavam, estas instituições já ajudam a preparar, com certas bases, a próxima geração de artistas angolanos”, disse Margot Rasgado.
A bailarina disse que tem trabalhado com os jovens, de forma a explorar o seu talento para esta arte, e trocado experiência com os artistas de alguns grupos nacionais. “O trabalho com a juventude tem de ser mais activo, porque mesmo com a CEARTE, a figura do bailarino ainda não é bem vista e a falta de condições nos grupos continua, assim como a pouca criatividade dos artistas e de investigação.”
A falta de apoio financeiro, explicou, não é feita a dança, porque ainda faltam esses elementos. “Ainda não é possível viver da dança. Hoje o número de espectáculos do género é muito reduzido, ou praticamente escasso. Os promotores apostam mais na música. Para o bailarino sobreviver ele têm de desempenhar outras funções.”
Na opinião de Margot Rasgado, o mercado angolano tem muitos jovens talentosos no domínio da dança e com grande vontade de actuar, infelizmente há poucas oportunidades por faltas de salas especializadas. “A maioria dos convites são feitos pelos músicos para actuar nos seus espectáculos”, disse.

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