Fox cria treino para realizadoras


7 de Julho, 2014

Fotografia: DR

A Fox, um dos maiores estúdios de Hollywood, lançou um programa, descrito como “campo de treino” para formar mais realizadoras e aumentar o número de mulheres a trabalhar na profissão.

A proposta do estúdio  norte-americano surge como resposta à ausência de mulheres como realizadoras dos maiores filmes da indústria, ou de grandes sucessos de bilheteira nos EUA, de acordo com um relatório contra a falta de paridade em Hollywood.
Intitulado “Fox Global Directors Initiative”, o projecto abrange 20 participantes para um programa “tipo laboratório” de cinco semanas, dedicado a realizadoras, entre as quais vão ser escolhidas cinco finalistas que passam a uma fase de formação mais longa, de dez meses, e que tem, segundo a “Variety", uma formação mais prática.
A Fox Global Directors Initiative, de acordo com a revista norte-americana, visa ajudar à emergência mais visível da perspectiva das mulheres e de outras vozes dentro do objectivo maior da diversidade no cinema, mas também no audiovisual em geral.
“Hoje, para nos ligarmos aos espectadores precisamos de histórias que representem o espantoso espectro de experiências e vozes no mundo real”, disse Joe Earley, presidente da Fox, sem mencionar especificamente as mulheres. “Além dos argumentistas, a visão dos realizadores é chave, uma vez que, obviamente, dão vida a estas histórias através das suas lentes.”
Este ano, Jane Campion presidiu ao júri do mais importante festival de cinema do mundo, Cannes, lugar já ocupado por outras mulheres, actrizes e realizadoras. Mas a realizadora neo-zelandesa é a única mulher com a Palma de Ouro em toda a história do festival. A norte-americana Kathryn Bigelow continua a ser a primeira e única mulher a ter ganho o Óscar de melhor realizadora (em 2010, por “Estado de Guerra").
O recente estudo do Center for the Study of Women in Television and Film (CSWTF) concluiu que entre os cem filmes mais vistos em 2013 no maior mercado mundial de cinema, o dos EUA, só 15 por cento tiveram mulheres como protagonistas. O mesmo CSWTF revelou que no ano passado apenas seis por cento de todos os realizadores dos 250 filmes mais populares desse ano eram mulheres, número que piora com uma quebra de três por cento em relação a 2012.

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