Fundação garante recuperar mais obras

Francisco Pedro |
16 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Francisco Pedro |

A exposição das três obras recuperadas pela Fundação Sindika Dokolo, patente ao público desde o fim de semana, no Palácio de Ferro, em Luanda, é o ponto de partida de um processo legal que vai permitir o regresso do espólio saqueado no país em tempo de conflito armado, disse  o patrono da  fundação.

Sindika Dokolo fez estas declarações após a inauguração da exposição de duas máscaras “Mwanapwo” e de uma estatueta de arte clássica, que podem ser visitadas entre terça-feira e sábado, a partir das 14h00.
“Quero insistir no facto de  esta exposição ser o ponto de partida e não um ponto de chegada. São centenas de obras saqueadas de Angola, com base nos livros que consultámos. Segundo  as pesquisas de Marie-Louise Bastin, existem muitas  obras que carecem de acto semelhante”, afirmou Sindika Dokolo, durante o acto que iniciou um processo de recuperação de originais de máscaras e estatuetas angolanas espalhadas pelo mundo, em museus e colecções particulares.
Continuar a trabalhar, com outros parceiros nacionais, no sentido de trazer de volta o espólio do acervo museológico angolano que se encontra no exterior foi a promessa do coleccionador Sindika Dokolo. “Como africano, a minha missão é contribuir para que as peças de arte  africanas e neste particular angolanas voltem à sua origem”.
Sindika Dokolo acrescentou ser bastante satisfatório “vermos a felicidade dos angolanos quando olham para as peças recuperadas e expostas”, e referiu que foram localizadas mais quatro peças que podem regressar tão-logo sejam concluídos os processos de negociação com os coleccionadores que as têm em sua posse. A Fundação tem um programa de educação, no âmbito da III Trienal de Luanda, que  permite que centenas de estudantes possam visitar a exposição e adquirir conhecimentos sobre  as obras recuperadas e toda a história acerca delas.  “Esse Programa de Educação vai permitir às crianças e aos jovens obterem conhecimento,  com carinho, sobre a nossa trajectória histórica e a importância da nossa cultura nacional”.
A cerimónia foi testemunhada por membros do Executivo, nomeadamente a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, o secretário de Estado da Construção, Euclides Manuel de Carvalho, a vice-governadora provincial de Luanda para a área social, Jovelina Imperial, a vice-governadora provincial para área económica da Lunda Norte, Deolinda Vilarinho, o PCA da Endiama, Carlos Sumbula, e o embaixador itinerante António Luvualu de Carvalho, além de convidados estrangeiros, como o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

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