Cultura

Fundação Sindika Dokolo premeia Banda Movimento

A Banda Movimento encerra hoje à noite, no palco Ngola do Palácio de Ferro, o programa de homenagens dedicado aos conjuntos musicais nacionais, no mês de Junho, pela III Trienal de Luanda, uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo.

Integrantes do conjunto privilegiam nesta actuação a interpretação dos temas de maior sucessos dos dois álbuns colocados no mercado
Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

Neste concerto, a Banda Movimento, que está em fase de produção do seu terceiro álbum,  faz uma incursão pelos temas de maior sucesso dos seus dois discos colocados no mercado “Espontaneidades” e “Kufikissa”, entre os quais “Pelenguenha”, “Ngunlungo” e “Tá estalar”.
No espectáculo, a banda vai-se apresentar na máxima forma com Massoxi Kim (voz e dikanza), Miguel Correia (percussão), Chico Madne (teclado), Nino Groba (teclado), Teddy Nsingui (viola solo), Romão Teixeira (bateria), Mias Galheta (baixo) e Quintino (guitarra ritmo).
De igual modo, vão fazer parte da actuação Mister Kim (voz e coro), Beth Tavira e Dorgan Nogueira, as duas últimas coristas da banda.
A Banda Movimento foi fundada a 2 de Março de 1999, sob iniciativa do Movimento Espontâneo, com Romão Teixeira (baterista), Quintino (guitarra ritmo), Teddy Nsingui (guitarra solo), Massoxi (percussão), Neto (teclado) e o baixista Domingos Lopes.
Em 2002, passou a integrar um projecto da Rádio Nacional de Angola, altura em que foi incorporado o teclista Chico Madne.
Depois dos discos “Espontaneidades” e Kufikissa”, a Banda Movimento está em fase de produção da sua terceira obra, um tributo a Domingos Alexandre Lopes “Canhoto”, baixista e um dos seus membros fundadores, falecido em Dezembro de 2009. Antes da Banda Movimento, passaram pela Trienal de Luanda os Jovens do Prenda, Os Kiezos e a Banda Maravilha.

“Morena de cá” de Selda

A cantora Selda apresenta-se amanhã, às 20 horas, no palco Ngola do Palácio de Ferro, sede da III Trienal de Luanda, naquela que é a sua  segunda passagem pela iniciativa da Fundação Sindika Dokolo.
Selda, dona de uma voz inconfundível que viaja musicalmente pela soul music, afro jazz, blues, bossa nova e zouk love, tem garantido para essa actuação o suporte instrumental dos artistas Carlos dos Santos (guitarras), Pedro Aguillar (guitarra baixo), Chirly Djibiel (teclado) e Dilson Petter (bateria).
“Naquela rua” “Morena de cá”, “Palavras doces”, “Cantar alegria”, “Reviravolta” e “Mufete”, as duas últimas versões das originais dos compositores  Jomo Fortunato e de André Mingas, temas do seu álbum de estreia “Morena de cá” fazem parte do alinhamento do espectáculo, bem como alguns temas do próximo trabalho discográfico.
De uma trajectória, cuja marca é a actuação com os pés descalços, Selda possuivárias distinções, entre as quais “Voz Revelação” no Top Rádio Luanda em 2012.
Participou no “Sons do Atlântico”, onde teve a oportunidade de participar da abertura e teve contacto com a cantora cabo-verdiana Sara Tavares e Jazzing. A nível nacional, foi a cantora escolhida para abrir o projecto “Show do Mês”, em Janeiro de 2013.
Conquistou o music hall nacional em 2012, ano em que lançou a obra discográfica “Morena de cá”. A cantora entrou no mundo da música aos nove anos na província da Huíla. Na referida província, viveu com os pais até os dez anos. A avó, que gostava e cantar fado, o pai, que nos tempos livres exercia a actividade de Dj, e a mãe, fã de músicas de Whitney Houston, Roberta Miranda e Celine Dion, foram as suas influências.
Guiselda Tainara Salgueiro Portelinha, ou simplesmente Selda, nasceu aos 4 de Julho de 1989 na província do Huambo, passando a sua infância na cidade do Lubango, província da Huíla,  e a juventude em Luanda, tendo também uma curta passagem por Lisboa (Portugal).

  Companhia Cena Livre leva actos de violência física ao palco

O espectáculo dramático “A Raptada”,da companhia de teatro Cena Livre, que é uma chamada de atenção aos adolescentes que enfrentam o “bullying” - actos de violência física - ao longo do seu processo de crescimento, com maior incidência nas relações com os colegas e com os vizinhos, foi apresento ontem, no palco do Palácio de Ferro, sede da Trienal de Luanda.
O espectáculo escrito e encenado por Walter Cristóvão mostra os prós e contras deste problema social, como os insultos são apresentados artisticamente com a finalidade de proporcionar uma reflexão que venha ajudar os que vivem esse “dilema”, pois causa desvios psicológicos que muito dificilmente são ultrapassados.
O clima de drama e sátira é lecado à cena pelos actores Rui Mateus (Nandinho), Nareth Dala (Solange), Inara André (Pasteleira) e Leonel Paulino (Narrador/Cliente) encarnam os personagens com brio.
Imbuído no espírito de vingança, o personagem Nandinho rapta a jovem com o intuito de a humilhar, mas é surpreendido com as palavras que a mesma profere. Nesta intriga, acontece uma inesperada revelação que muda completamente a forma de como o raptor vê a raptada, mostrando que “quem vê cara, não vê coração”.
Essa é a terceira passagem da companhia na III Trienal de Luanda, a primeira aconteceu em Outubro de 2016, e a segunda no FESTA, com o espectáculo “Ingrattus”, uma comédia que retrata as dificuldades dos dois personagens do espectáculo Chiquinho e Chiquito, dois amigos deficientes físicos que passam por situações adversas.  A peça mostra como cada um pode viver sem pensar em situações negativas.

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