Fundador do Facebook aposta na leitura


12 de Janeiro, 2015

O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, decidiu ler dois livros por mês em 2015 e criou a página “A Year of Books” (“Um Ano de Livros”) para partilhar leituras com os seus mais de 30 milhões de seguidores.

A primeira obra que sugeriu, “The End of Power”, de Moisés Naím, editor histórico da revista “Foreign Policy”, colunista em diversos jornais e autor de uma dezena de livros sobre economia e política internacional, foi tão procurada nas horas seguintes que a Amazon esgotou os exemplares disponíveis.
O resultado da recomendação do criador do Facebook foi avassalador: de um dia para o outro, um ensaio de um autor respeitado mas não propriamente célebre tornava-se o 39º livro mais vendido na Amazon, ombreando com os “best-sellers” de ficção e ocupando a primeira posição no top de títulos da especialidade (Negócios e Dinheiro).
O jornal britânico “The Guardian”, que compara o pedido de Mark Zuckerberg ao efeito das recomendações da apresentadora Oprah Winfrey, que conseguia transformar o mais banal dos livros num campeão instantâneo de vendas, informou que quem não se despachou, já só conseguiu encomendar a versão e-book na Amazon.
Mark Zuckerberg brinda há vários anos os seus seguidores com inesperadas, e às vezes algo bizarras, resoluções de Ano Novo. Em anos anteriores comprometeu-se a conhecer pessoalmente uma pessoa por dia, ou a fazer algo tão trivial como usar diariamente uma gravata, mas noutros impôs-se promessas mais árduas, como aprender mandarim, ou mais insólitas, como passar a só comer carne de animais que ele próprio tivesse matado (com a ajuda não despicienda de um talhante contratado para o efeito).
Desta vez publicou uma mensagem a anunciar que em 2015 ia ler um novo livro a cada duas semanas, dando preferência a obras que o permitissem conhecer melhor “diferentes culturas, crenças, histórias e tecnologias”. 
No mesmo “post”, o fundador do Facebook convidava os seus seguidores a tornarem-se cúmplices neste desafio, lendo os mesmos livros que ele e comentando-os e discutindo-os na página “A Year of Books”, um grupo aberto, mas cujos comentários são “moderados para garantir que se mantêm focados” no livro em causa.
Poucos dias após ter sido criado, o grupo contava já, até ontem à tarde, com perto de 200 mil “likes”, e a discussão em torno de “The End of Power” estendia-se por mais de 600 comentários. “É um livro que aborda o modo como o mundo está a mudar no sentido de dar a indivíduos um poder que tradicionalmente cabia aos governos, aos militares ou a outras organizações”, resume assim Mark Zuckerberg o livro “The End of Power”, justificando a sua escolha.
A razão que o jovem multimilionário avançou para esta sua resolução de Ano Novo é de uma desarmante sinceridade: “Descobri que ler livros é intelectualmente muito compensador”, revela, aparentemente sem a menor intenção humorística, o criador do Facebook.
“Os livros permitem explorar profundamente um tópico e mergulhar nele de um modo que a maioria dos media actuais não permite”, acrescenta Mark Zuckerberg. “Estou determinado a desviar-me da minha dieta mediática e a voltar-me mais para a leitura de livros.”
Os fãs já lhe fizeram chegar milhares de sugestões para posteriores leituras, incluindo a Bíblia ou o Corão, mas Zuckerberg ainda não revelou que título se segue ao livro de Moisés Naím. Porém, os especialistas acreditam que seja qual for, as respectivas vendas do mesmo vão disparar em flecha.

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