Cultura

Género romance gera debate

Amilda Tibéria |

O romance é importante para despertar a discussão em qualquer sociedade defendeu, na quarta-feira em Luanda, o docente universitário da cadeira de Teoria de Literatura da Escola Superior Pedagógica do Bengo, Joaquim Martinho.

Professor universitário Joaquim Martinho
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

Falando no habitual debate “Maka à Quarta-feira”, na União dos Escritores Angolanos (UEA), Joaquim Martinho, que foi prelector do debate com o tema “Romance angolano contemporâneo”, disse ter escolhido este assunto, por existir ainda uma inquietação de uma forma curiosa, como os autores ficcionam os seus textos, através de eventos e papéis específicos, tendo achado uma mais-valia discutir sobre o mesmo com jovens estudantes e amantes da literatura nacional.
“A mensagem que eu transmiti para os estudantes é que existe a necessidade de estudar a narrativa do romance contemporâneo, que é uma forma de questionar o presente, não como nostalgia do passado”, disse o patestrante.
O docente salientou que a escrita é uma estratégia encontrada pelos escritores, como proposta para melhorar algumas situações, tendo sublinhado que, actualmente, se está a produzir pouco, “porque na própria escola, perdeu-se muita qualidade.” 
Prosseguiu que não existe escritor nenhum de auto-valia, que não domine a língua portuguesa, uma vez que a nossa língua de produção é o português, acrescentando: “a qualidade do ensino angolano na língua portuguesa acabou por empobrecer e isso vai ocorrendo cada vez mais, evidentemente que não vamos ter escritores de grande qualidade, até porque hoje a juventude lê pouco e isso faz com que não se produza grandes escritores.”

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