Cultura

Gestão racional facilita acesso à população

Manuel Albano

A realização de uma boa gestão dos arquivos das instituições do Estado e privadas permite aos cidadãos o acesso aos documentos e às informações com muito mais facilidade, disse, ontem em Luanda, o secretário de Estado da Cultura.

Lei Geral dos Arquivos permite aos cidadãos ter acesso mais rápido aos documentos
Fotografia: Miqueias Machangongo | Edições Novembro

João Constantino fez essa constatação na abertura de uma mesa-redonda sobre “A importância dos arquivos para a cidadania”, realizada no Museu Nacional de História Natural, em Luanda, promovida pelo Ministério da Cultura, através do Arquivo Nacional de Angola, para assinalar o 9 de Junho, Dia Internacional dos Arquivos.
O Arquivo Nacional de Angola, explicou, tem vindo a cumprir o seu papel de mobilizador e informativo, garantindo que a sua documentação esteja sempre ao alcance e ao dispor da população.
Com a aprovação em Maio, por unanimidade, da Lei Geral dos Arquivos pela Assembleia Nacional, espera-se constituir um instrumento para preservar e valorizar o património histórico, cultural, documental e arquivístico nacional.
A directora do Arquivo Nacional de Angola, Alexandra Aparício, na sua intervenção sobre “O papel dos arquivos na construção da cidadania”, disse que a informação tem um papel importante na construção da cidadania, tendo acrescentado que os arquivos contribuem para manter os cidadãos mais participativos na vida social do país. A democratização das informações, realçou, deve ser um dos objectivos do arquivo, para permitir que os estudantes, pesquisadores, historiadores e a sociedade em geral possam ter rapidamente acesso aos documentos. />O director-adjunto do Arquivo Nacional de Angola, Francisco Alexandre, que dissertou sobre “A importância da implementação do Sistema Nacional dos Arquivos”, começou por definir o conceito de arquivo, como sendo o local de guarda de documento de forma segura, onde a sua comunicação seja fácil e ágil, permitindo assim uma rápida recuperação da informação.
Francisco Alexandre disse que o Sistema Nacional dos Arquivos é coordenado pelo órgão reitor da política arquivista nacional, o Arquivo Nacional de Angola, que é uma instituição pública encarregada da política arquivista prevista pela legislação sobre os arquivos públicos.
O órgão reitor da política arquivista nacional tem como propósito promover e apoiar, do ponto de vista técnico-científico, a implementação do sistema de gestão de documentos, os instrumentos e meios de apoio ao seu funcionamento, bem como as normas relativas à sua avaliação.
A representante do Instituto Superior de Ciências da Comunicação (ISUCIC), Irima Campillo, falou da importância dos arquivos na sociedade e dos arquivistas, enquanto o jurista Aguinaldo Cristóvão, do Ministério da Cultura, fez um enquadramento jurídico da Lei Geral dos Arquivos.

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