Cultura

Grafite de Angola atrai moradores e forasteiros

O artista plástico e grafiteiro Manuel André Pedro “Rafa” participou na pintura de um mural na rua Augusta da cidade de São Paulo, no Brasil, numa iniciativa apoiada pela rede social Instagrafite, para celebrar o dia nacional do grafite naquele país da América do Sul.

O artista faz parte de um grupo de angolanos e brasileiros que estão, há uma semana, a divulgar o documentário “As Cores da Serpente”, que retrata murais elaborados, há quatro anos, na encosta da Serra da Leba, província da Huíla.
“Rafa” é um dos grafiteiros mais representados nos murais da Leba, projecto lançado em 2015. Em São Paulo, ele pintou com a colaboração de dois artistas brasileiros de renome internacional, Zéh Palito e Diego Mouro, tendo deixado numa parede de cerca de 80 metros quadrados, imagens que simbolizam Angola, como é o caso do retrato de Njinga Mbandi, a soberana dos reinos do Ndongo e da Matamba, e a figura da Welwitschia Mirabilis, planta rara que só existe no deserto do Namibe. A parede virou atracção turística naquela que é uma das ruas mais movimentadas de São Paulo, com várias pessoas a pararem para fotografar, particularmente as imagens pintadas por Rafa.
Rafa encontra-se no Brasil a convite da Salvador Filmes, empresa brasileira de distribuição de filmes, responsável pelo lançamento do documentário “As Cores da Serpente”, que estreia, hoje, em simultâneo, nas cidades de São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.
No dia 28, o filme estreia na cidade do Rio de Janeiro e, dia 4 de Abril, na cidade de Salvador, estado da Bahia. Em todas as cidades, o filme estará em cartaz durante duas semanas, nas salas de cinema do Espaço Itaú.

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