Cultura

“Gratidão” de Sinedima revelada no Mausoléu

Analtino Santos

O músico Gari Sinedima vai ser o destaque de um concerto, que acontece hoje, no Memorial António Agostinho Neto (MAAN), em Luanda, no âmbito da sua programação oficial de espectáculos.

Cantor apresenta os melhores temas do seu novo disco
Fotografia: Alfredo Chivia | Edições Novembro | Huíla

Considerado um dos músicos a despontarem no mercado da nova geração, Gari Sinedima, que tem influências de artistas como André Mingas e Filipe Mukenga, vai aproveitar o concerto para apresentar temas do seu EP “Gratidão”.
Durante o espectáculo, o músico vai ser acompanhado de uma banda, composta por Tino (baixo), Jorge (teclados), Nilton (bateria), Carlos Praia (guitarra solo) e Inês (coro), que participaram na gravação do seu EP.
Assim, os temas do CD “Gratidão” vão marcar o reportório da noite, num alinhamento em que se pode encontrar músicas como “Chorar porquê”, “Oi Olipen”, “Afrogoove” e “Voagem”. Os clássicos nacionais e internacionais, interpretados pelo cantor, constam também do guião, em que sobressaem ainda “Vanda Kupala”,“Dá-me a mão” e “African Names”, que não constam do EP, mas ao longo destes últimos anos serviram para consolidar a carreira do artista.
Gari Sinedima pertence a um grupo de jovens artistas que começou a ter visibilidade a fazer voz e violão em bares e outros espaços. A experiência levou-o a participar em concursos, como o Festival da Canção de Luanda e Estrelas ao Palco, que aproximaram-no de instrumentistas e produtores angolanos, como Mário Garnacho, Simmons Mancini e Dodó Miranda, que foram essenciais na sua trajectória.
Uma nota de imprensa do MAAN evidencia o facto de o músico se ter destacado a interpretar os clássicos da música popular angolana e temas gospel, soul-music e vertentes de Jazz, em espaços intimistas.
A organização destaca ainda o facto de o artista ter partilhado o palco com músicos como Filipe Mukenga, Patrícia Faria, Kizua Gourgel, Aline Frazão, Selda, Boy G Mendes, Irina Vasconcelos e Sandra Cordeiro.
Ao longo da carreira, a aposta neste circuito de música com influências do Jazz e outras tendências, em que a fusão rítmica e o eclectismo é dominante, distanciando-se das vertentes mais mediáticas, não foi determinante para a sua maior exposição popular, que aconteceu quando fez uma incursão ao afro-house.

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