Grupo brasileiro Revelação canta esta noite em Benguela

Roque Silva
24 de Março, 2017

Fotografia: Contreiras Pipa | Edições Novembro

O grupo brasileiro Revelação realiza hoje, às 18h30, no Cine Kalunga, na província de Benguela, o primeiro de três concertos a realizar em Angola, com participação de artistas nacionais.

A banda brasileira, que se encontra desde ontem em solo angolano, realiza os outros dois concertos ao vivo na capital do país, alusivo ao Março Mulher.
O segundo espectáculo acontece amanhã, às 20h00, no Centro de Conferências de Belas (CCB), no Futungo, e o terceiro e último, no domingo, no espaço Clé Resort Kikuxi, em Viana, a partir das 12h00.
Ary, Yola Araújo, CEF e Edmázia são os cantores angolanos convidados para abrilhantar os três espectáculos, a serem marcados pela diversidade rítmica.
Pela primeira vez em Angola, depois da saída do vocalista e compositor Xande de Pilares, em 2014, um dos rostos mais mediáticos desde a formação do grupo em 1991, o grupo Revelação promete espectáculos memoráveis e com qualidade que o conjunto sempre realizou.
Daví (voz), Mauro Júnior (banjo), Rogeirinho (tãtã), Sérgio Rufino (pandeiro) e Beto Lima (violão) trazem uma vez mais a Angola os temas da sua discografia, com 13 álbuns, sendo sete discos de estúdio e seis ao vivo, entre os quais os temas mais apreciados da banda “Velocidade da luz” e “Grades do Coração”. O grupo também gravou quatro DVD.
Os bilhetes para o primeiro dia, em Benguela, custam entre três e oito mil kwanzas. Para o segundo espectáculo, no CCBA, os ingressos estão a ser comercializados por cinco, sete e 15 mil kwanzas, e para o último dia os ingressos custam 25 mil kwanzas. Os espectáculos são co-produzidos pela produtora LS Republicano e Aurora Lopes.
O grupo brasileiro vendeu milhões de discos em todo o mundo. O grupo Revelação foi fundado no Rio de Janeiro em Abril de 1991. O início deve muito a Victor Stecca, um ilustre músico brasileiro de pagode de bar da década de 1990. Trilhou o caminho do sucesso com o primeiro CD “Revelação”, lançado pela gravadora BMG, em 2000, seguido de “Nosso Samba Virou Religião” (2001). Com o segundo CD “Ao Vivo no Olimpo”, depois de trocar de gravadora em 2002, passando para a Deckdisc, vendeu mais de 700 mil cópias, o primeiro de pagode mais vendido no ano e segundo entre os brasileiros mais comercializados do Brasil.

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