Cultura

Grupo humorístico alarga projectos artísticos e sociais

Manuel Albano

Apesar de alguns projectos do grupo humorístico Os Tuneza não terem sido concretizados, por estarem mais focalizados no programa “No Cúbico dos Tuneza”, da Zap Viva, ainda assim o porta-voz do quinteto afirma que 2018 foi bastante intenso em actividades.

Quinteto imprime este ano uma nova dinâmica na transmissão de experiências aos mais jovens
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Apesar de alguns projectos do grupo humorístico Os Tuneza não terem sido concretizados, por estarem mais focalizados no programa “No Cúbico dos Tuneza”, da Zap Viva, ainda assim o porta-voz do quinteto afirma que 2018 foi bastante intenso em actividades.
Costa Vilola, que fazia ao Jornal de Angola um balanço das actividades de 2018, disse que o início do ano foi produtivo com a materialização do programa televisivo “No Cúbico dos Tuneza”, que estreou no dia 11 de Fevereiro, no canal Zap Viva, num formato que conta com a participação da plateia.
O programa, com duração de uma hora, é exibido aos domingos a partir das 21h00, e de acordo com o porta-voz, tem sido a prioridade das actividades do grupo por estar a consumir muito tempo dos integrantes.
A série televisiva, disse, tem procurado retratar a história de uma família pouco convencional, que vive com o actual e o ex-marido, mais o filho desempregado e o sobrinho que sustenta a casa, um rapaz que se sente na obrigação de retribuir pelo facto de o tio - “actual marido da tia Bolinha”, o ter arranjado uma bolsa de estudo através de cunha e, fruto disso, hoje é um homem bem sucedido.
O enredo conta com cinco personagens, nomeadamente Felipe Manuel - “o actual marido”- (Daniel Vilola), a Tia Bolinha “a mulher”, interpretada pelo actor (Cesalty Paulo), Adão N’Vuenda “o ex-marido” (Gilmário Vemba), Adão Filipe “o sobrinho” (Orlando Kikuassa) e Mauro N’Vuenda “o kunanga” (José Chieta).
No passado ano, referiu, o grupo teve que abdicar do projecto humorístico de humor quinzenal “Blá blá blá com os Tuneza” e “Showlestra”, esse último que teve início do ano passado, onde são realizadas palestras motivacionais dirigidas aos adolescentes e jovens em escolas públicas e privadas de Luanda e de Benguela.
Segundo Costa Vilola, o grupo decidiu em 2018 apostar mais no mercado interno como forma de consolidar outros projectos culturais, pelo que pretende para este ano dar continuidade aos projectos em carteira. “As actividades que foram adiadas em 2018 vão ter outra dinâmica este ano, por forma a dar a possibilidade dos actores exploram mais o potencial de cada um dos integrantes do grupo”.

Novos humoristas
O mercado humorístico tem estado a dar passos positivos e significativos na descoberta de talentos na arte de representar, particularmente na vertente do humor, o que está a tornar o cenário mais competitivo, afirmou Costa Vilola.
O actor garantiu para 2019 uma outra dinâmica do grupo que passa fundamentalmente no apoio e acompanhamento de talentos que vão solicitando assessoria dos Tuneza, transmitindo a experiência dos integrantes do grupo aos mais jovens.
Costa Vilola disse que com o regresso do “Blá blá blá com os Tuneza”,  na última quinzena de Janeiro de 2019, os outros humoristas vão ter  a oportunidade de se apresentarem durante as exibições do grupo, como forma de dar mais espaços aos talentos.
Actualmente tratados como “padrinhos”, por darem oportunidade aos jovens  em mostrarem o seu potencial artístico durante os espectáculos do grupo, Os Tuneza têm como meta para o próximo ano firmar outros acordos de  parceria para sustentar alguns dos projectos artísticos e socais.
“A falta de apoio dos empresários nacionais tem sido um dos aspectos negativos  que inibe a materialização de vários projectos”, disse o porta-voz, que avançou que para o mês de Fevereiro, o grupo está a preparar a realização de três espectáculos, no Centro de Conferências de Belas (CCB), no Futungo, dedicados  ao Dia dos Namorados, às famílias e às crianças angolanas.
Os Tuneza foi criado em Março de 2003, como um quinteto humorístico, sendo resultado da junção de vários elementos  do extinto colectivo de artes Tuneza.

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