Cultura

Grupo Protevida estreia espectáculo

Roque Silva

A falta de cultura das pessoas no contacto e gosto pela leitura inspirou o grupo Protevida para a produção da peça “Os livros devem ser queimados”, com estreia agendada para quinta-feira, às 20h00, na Liga Africana, em Luanda.

Actores apresentam peça sobre falta de interesse pela leitura
Fotografia: Paulino Damião| Edições Novembro

A peça, com ideia original de Felisberto Felipe e direcção e montagem de Osvaldo Moreira, é uma sátira sobre duas intelectuais que lutam pelo elevado número desapaixonadas pelos livros e leitura, sobretudo na sociedade angolana.
O espectáculo, no género drama, tem as actrizes Efigénia de Fátima e Vitória Alberto como protagonistas de um grupo dos 11 personagens que integram a história.
Ambas chamam-se Palavras, duas jovens cultas, amantes de literatura, que não se conformam com o desinteresse de muitas pessoas nas obras de ficção como consequência da arte de compor textos literários.
As jovens Palavras tentam a todo o custo mostrar às pessoas, sobretudo às que estão ao seu redor, que a leitura é um alimento para a alma, que contribui para aumentar os conhecimentos.
Os actores Augusto Kalunga, que interpreta o papel de cego, Alberto João, repórter, Inácia Wandy (letras), Mário William (polícia) e Gonçalves Diogo (Joaquim) são outras personagens do espectáculo em que a maior parte do texto é falada em forma de coro. Como no passado, na Grécia Antiga, eram apresentadas as falas.
Actores do colectivo de teatro Mescla também integram a peça. Mais do que uma peça de teatro, a peça “Os livros devem ser queimados” é uma reflexão profunda sobre a intelectualidade nacional.

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