Cultura

Grupo SSP quer "matar" saudades dos fãs

Os sucessos “Não vale a pena”, “Olhos café”, “Deus”, “Canta comigo essa keta” e “Chama por mim”, entre outros, fazem parte do alimento preparado pelo grupo SSP para o seu reaparecimento público, durante a quinta edição do Festival Sons do Atlântico que se realiza amanhã à noite, na Baía de Luanda.

Fotografia: JAImagens | Edições Novembro

O quarteto prepara o seu regresso aos palcos, cinco anos depois da última actuação no Show Unitel, com um “cardápio” musical no qual se inclui ainda “Eu só quero te amar”, “Olhos café”, “Etu mwangola”, “É bom”, “Táctica lírica”, “Abandalho”, “Te quiero”, “Playa” e “Deus”, que marcaram a era SSP (começo da década 90 a 2000), com Big Nelo, Jeff Brown, Kudy e Paul G.
Há cerca de três semanas que os integrantes do grupo têm o estúdio Da Banda como o seu quartel-general para preparar e ensaiar os passos e compassos, melodia e  entrosamento com a banda, para que nada falhe no dia do espectáculo, onde esperam comprovar, mais uma vez, que ainda têm espaço no mercado musical angolano.
Pioneiros do hip hop em Angola e génese do surgimento de alguns nomes no mercado da música jovem, o quarteto olha para o físico e para a componente musical numa actividade de uma hora, em que vão ter a dura missão de mostrar que continuam na boca do povo quando se fala de rap no país.
Apostados em dar o melhor à legião de fãs espalhados pelo país, com particular realce para os localizados na capital angolana, Luanda, olham para todos os aspectos técnicos e sincronização com a banda, pois fazem questão de subir ao palco para uma actuação ao vivo e não em play back.
Os quatro integrantes do grupo afirmaram à Angop que estão preparados para o que der e vier, tendo sempre em foco uma actuação destinada a satisfazer os fãs, levando-os a recordar e a matar saudade de um tempo em que o rap angolano era experimental.
Big Nelo mostrou-se satisfeito pelo facto de o grupo SSP continuar a fazer furor nos palcos do país, razão pela qual tudo vão fazer para não decepcionar.
“As pessoas querem ouvir a música que marcou os anos 90 e que influenciou muitos adolescentes e jovens a cantar. Sentimo-nos felizes por fazermos parte de uma era, termos marcado uma época e termos as nossas impressões digitais no mundo da música em Angola”, reforçou o artista.
Paul G diz que o SSP vai continuar a levar a emoção ao público nas datas importantes do país e sempre que forem solicitados para o efeito. O músico adianta que é uma excelente oportunidade para medirem a pulsação do público, procurando, desta forma, reencontrar-se com os consumidores do rap made in Angola.
Fundado na década de 90, o grupo SSP produziu três discos, nomeadamente “99% de amor”, “Alfa” e “Odisseia”.
Posteriormente, com apenas Big Nelo e Jeff Brown, após a saída de Paul G e de Kudy, em 2000, os fãs foram brindados com os discos “Amor e ódio” e “Momentos da trajectória”.
O grupo conquistou os prémios de Melhor Álbum e Melhor Grupo de hip-hop, em 1997, com o disco “99% de amor”, pela Rádio Luanda, bem como de Melhor Álbum e Grupo de hip-hop/rap de Angola com “Odisseia” pela RTP-África.
Ainda com este disco, ganharam o prémio Vidisco, em 1999, e, com o álbum “Alfa”, conquistaram os prémios de Melhor Disco, Grupo hip-hop/rap e Melhor Marketing, em 2000. Em 2002, foi considerado Melhor Grupo de música moderna no concurso Moda Luanda.

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