Cultura

Grupos são aconselhados a mudar para associações

O secretário-geral da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (Aprocal), António de Oliveira “Delon”, defendeu, ontem, em Luanda, a transição urgente dos grupos carnavalescos para associações culturais.

António de Oliveira espera mais dinamismo no Entrudo
Fotografia: José Cola | EDIÇÕES NOveMBRO

António de Oliveira deu a conhecer que a Aprocal está a trabalhar com os grupos no sentido de estes constituírem-se em associações culturais, para que tenham maior dinamismo e possam reali-zar múltiplas actividades du-
rante o ano.
A Aprocal, disse, tem feito assessoria para facilitar esta transição, fornecendo projectos de estatutos e aconselhando-os a registarem-se como associação. Delon acredita que, com os grupos transformados em associações, estes teriam a preocupação imediata de adquirir um espaço ou sede própria. “Com instalações, estes apresentariam projectos que os possibilitaria realizar actividades culturais regulares.”
Desta forma, explicou, os grupos teriam maior dinâmica e os seus espaços seriam rentabilizados, acolhendo várias actuações. “Actualmente, os grupos são liderados por uma só pessoa, que dirige a agremiação à sua maneira, mas com esta nova estrutura ele seria obrigado a criar uma comissão instaladora que daria lugar a uma assembleia para constituição da associação”, disse.
O secretário da Aprocal informou ainda que a sua instituição está a trabalhar com o Ministério da Cultura, no sentido de incluir os jovens integrantes dos grupos dentro dos projectos de apoio à juventude, com destaque para os de fórum comunitário.
A inclusão dos jovens nestas iniciativas, defende, é um passo fundamental, principalmente sendo a maior parte deles desempregados. “É também uma porta aberta à sua inserção nos programas de formação profissional, permitindo a estes terem capacidade para elaborarem, no futuro, as suas indumentárias e pouparem mais nas despesas de Carnaval”, aclarou.
Para “Delon”, é preciso re-pensar o Carnaval, tornando-o mais dinâmico e envolvente, mas para tal, exemplifica, é necessário o resgate do Entrudo de rua, porque há um certo distanciamento entre os grupos e os munícipes. “Nesta fase, é preciso envolver todos os integrantes do bairro, sobretudo a classe empresarial.”
Este resgate, refere, é necessário para que os grupos realizem actividades nos seus bairros, como as feiras de Carnaval, ou palestras e colóquios, capazes de aproximá-los da comunidade e permitir-lhes “vender” a sua marca.
A Associação Provincial do Carnaval de Luanda (Aprocal) foi criada em 1999, com o objectivo de ajudar na realização da “festa do povo”, assim como servir de elo entre o Ministério da Cultura e os grupos carnavalescos.

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