Grupos carnavalescos trocam experiências

João Upale| Namibe
25 de Novembro, 2014

Fotografia: Rogério Tuti

Os vencedores da última edição do Carnaval no Cuando Cubango, Benguela, Huíla, Cuanza Sul e Namibe participaram, este final de semana, no Namibe, num encontro conjunto, para a troca de experiências e traçar novas estratégias.

Um dos objectivos dos participantes, disse Idelmira Adriano, representante do grupo Fineza do Inconcon, do Cuanza Sul, foi apresentar novas ideias de como melhorarem as suas participações nas próximas edições.
Para Idelmira Adriano, o encontro é o primeiro do género, a nível destas províncias, e vai permitir ter uma noção do que é feito, em relação ao Carnaval, quais as condições dos grupos e como criar parcerias em termos de formação dos dançarinos.
O grupo Fineza do Inconcon é um dos mais antigos da província do Cuanza Sul, com participações em 35 edições do Carnaval, excepto a de 1984, devido ao conflito político e militar vigente na altura no país.
O grupo tem mais de 300 integrantes, conseguiu arrebatar 11 títulos, incluindo um na classe infantil. A troca de experiências é algo que só é feito nas outras artes. “É muito raro vermos isso no Carnaval. Portanto acho este encontro essencial, para uma mudança significativa nesta manifestação. Tudo o que conseguimos até ao momento é fruto de um árduo trabalho, organização e força de vontade.”
O representante do Bloco Amarelo de Benguela, Ary Patrick, destacou a importância de continuar a aproximar mais o Carnaval dos jovens. “Temos um grupo maioritariamente composto por jovens, mas hoje é muito difícil passar este legado à juventude. É um quadro que precisa de ser mudado urgentemente”, disse.
O encontro serviu para mostrar um pouco do seu trabalho aos outros participantes. “As dificuldades são de todos, embora na minha opinião, elas mudem, ligeiramente, em cada província. Mas temos de as conhecer para elaborar medidas de as suprir.”
A directora da Cultura do Namibe, Euracema Major Ambrósio, ressaltou a importância do encontro por ajudar a saber como estão alguns grupos carnavalescos.
“Precisamos de saber em que caminho está o Carnaval e qual é o seu futuro, sem fugir à essência da identidade nacional”, pediu a responsável, acrescentando que apesar de ser uma festa popular, ela tem características próprias, conforme cada região.
O encontro abordou, entre outros temas, as condições organizativas do Carnaval, a nível das províncias presentes, as indumentárias, canções e outras dificuldades que apresentam. O relatório final vai ser enviado às Direcções Provinciais da Cultura.

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