Cultura

“Há teatro no Camões” retorna hoje ao palco

A mesa-redonda, que conta com a participação de Orlando Domingos, Walter Cristovão, Adérito Rodrigues, Osvaldo Moreira, Marisa Júlio, Hermenegildo Magalhães, da província do Bié, e Dário Avelino, de Benguela, visa apresentar novas contribuições sobre a actual situação da dramaturgia angolana e propor melhorias, em especial quanto a realização de festivais.

Situação de festivais como o do Cazenga é tema de debate
Fotografia: Alberto Pedro | Edições Novembro

Aberto a encenadores, directores de grupo e actores, o projecto, que acontece até amanhã, no Camões, tem ainda como atractivo para o dia de hoje, às 19h00, o espectáculo “Alambamento da Cantina”, do grupo Amazonas Teatro, com a direcção de Chance Elchadai.
A peça conta a história de Cantina, uma jovem cheia de ambições, que por circunstâncias da vida conhece Mamadou, um senhor de 50 anos, de nacionalidade Maliana, empresário de sucesso em Angola, a quem ela pede para fazer o alambamento, de forma a beneficiar de melhores condições de vida, porém não aguenta a tradição muçulmana.
Para o encenador Chance Elchadai, o objectivo do es-pectáculo é alertar a sociedade, em especial os jovens, para o choque entre culturas bem distintas, às vezes por interesses fúteis, assim como fazer uma crítica para a actual condição em que se são mantidos muitos relacionamentos.
Amanhã, o projecto começa às 17h00, com a mesa-redonda “Ausência dos artistas do teatro nas salas de espectáculo”, que tem como participantes Filipe Petronilho, Damião Kuvula, Tony Frampénio, Carla Rodriguez, Deazevedo Buchecha, Chance Elchadai, Vlade e Silva Canganjo.
A partir das 19h00, a organização do projecto exibe o espectáculo dramático “Um Mundo tipo assim…”, interpretado pelos estudantes da 13ª Classe do Complexo de Escolas de Arte (CEARTE), com a direcção artística e encenação de Fernando Quissola.
Na peça, os estudantes procuram mostrar que enquanto o Mundo luta para que situações de género e machismo sejam ultrapassadas, muitas mulheres e homens continuam a contribuir para a manutenção do statu quo, por mecanismos de auto-ex-clusão ou por assumir o domínio masculino como um dogma.

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