Hélder Mendes dá voz à Trienal

Francisco Pedro |
21 de Março, 2016

Fotografia: Rita Soares |

O cantor e compositor Hélder Mendes actuou no sábado, no palco do Palácio de Ferro, a convite da III Trienal de Luanda, enriquecendo a programação semanal de concertos de Música Popular Angolana.

Acompanhado pelos guitarristas Cloves Esteves e B. Base Black, o pianista Bernardino Kiboro e o baterista Adilson Brandal, Hélder Mendes encantou o público ao interpretar clássicos da canção angolana em línguas nacionais, uma prática frequente desde a sua ascensão aos palcos.
O músico afirmou, depois do concerto, que canta em línguas nacionais para valorizar a cultura africana e revelou que vai buscar inspiração às canções de Teta lando, Waldemar Bastos, Filipe Mukenga, Baab Maal, Youssou Ndour, Angelique Kidjo e Salif Keita. Durante duas horas, o cantor demonstrou versatilidade musical. Embora o seu estilo se baseie no afro-beat, também tocou semba e kilapanga.
A actuação do autor dos álbuns África Okwaba e Vumbi foi precedida da exibição da longa-metragem Na Cidade Vazia, de Maria João Ganga, e da leitura de excertos do livro Cartas de Amílcar a Maria Helena, lançado recentemente no Memorial Agostinho Neto, em Luanda, pela historiadora Iva Cabral.
Também ontem subiu ao palco do Palácio de Ferro o coral Vozes da Libertação, da Igreja Metodista Unida.  O coordenador da programação dos espectáculos de gospel, Brawly Waye, disse que o balanço dos três concertos já realizados na III Trienal de Luanda é positivo, porque “estamos a crescer em termos de audiência”.
Os grupos musicais e corais, assim como cantores individuais, podem apresentar à organização as suas propostas de espectáculo, ficando a marcação da data de actuação sujeita à agenda do evento.
A programação de gospel abriu com o coral Israel, seguido do grupo da Associação dos Jovens Unidos na Fé, da União das Igrejas do Espírito Santo da Paróquia São José, e do coral Ecos dos Céus.
A III Trienal de Luanda termina em Novembro e abrange exposições de arte, um fórum com 176 conferências e a participação de 352 oradores, edição de livros e discos, e divulgação de pesquisas culturais sobre Angola e o continente africano.

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